Vaias em solenidade oficial
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, foi alvo de vaias durante uma solenidade em Rio Grande, no estado gaúcho, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento, promovido pelo governo federal, celebrava a assinatura de um contrato da Petrobras para a construção de navios.
Reação e pedido de respeito
Diante dos protestos, Eduardo Leite interrompeu seu discurso para pedir respeito. “Este é o amor que venceu o medo? Não, né. Então vamos respeitar, por favor”, declarou o governador. Ele enfatizou que estava cumprindo seu dever institucional, em respeito ao cargo que exerce e ao povo do Rio Grande do Sul, assim como ao Presidente da República. Leite relembrou que ambos, ele e Lula, foram eleitos pelo mesmo povo, e reforçou a necessidade de respeito mútuo.
Polarização e união nacional
O governador atribuiu a reação da militância petista a um sinal de acirramento da polarização política no país. Citando o resultado dividido da última eleição presidencial, onde um candidato obteve 50,8% dos votos e outro 49%, Leite argumentou que a busca pela “união e reconstrução” exige que não se “hostilize quem pensa diferente”. Ele alertou que tal postura “incendeia ódio, rancor e mágoa” em parte da população.
Ambiente institucional versus comício
Eduardo Leite ressaltou que o momento era de um ambiente institucional, com a presença do Presidente da República, e não um comício eleitoral. “A efetiva união que a gente quer para o nosso País, envolve respeito, respeito às funções, respeito às pessoas, respeito aos ambientes”, pontuou. A cerimônia marcou a contratação de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, dentro do Programa Mar Aberto, voltado à renovação e expansão da frota da Petrobras.
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