Eduardo Leite: “Só deixo o RS para ser Presidente”

Eduardo Leite descarta Senado e mira Planalto em 2026

Governador do Rio Grande do Sul afirma que só deixará o cargo para concorrer à Presidência, citando a necessidade de “despolarizar” o país.

Candidatura à Presidência é o único chamado superior ao governo estadual

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), comunicou sua decisão de não concorrer ao Senado em 2026. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Leite declarou que sua única motivação para deixar o comando do estado seria atender a um chamado para a **Presidência da República**. Ele classificou a eleição presidencial como “a única eleição mais importante” do que a reeleição ao governo gaúcho, conquistada em 2022. “Eu só vou deixar o meu mandato se for para atender ao chamado, para a única eleição mais importante, a de presidente da República, que vai definir que Brasil, que sociedade e que política a gente vai ter daqui para frente”, afirmou o governador.

A declaração de Leite surge em meio a articulações internas no PSD sobre o nome do partido para a corrida presidencial. Segundo interlocutores do presidente da legenda, Gilberto Kassab, a definição deve ocorrer até o final de março. Atualmente, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, é apontado como favorito dentro da sigla, em parte devido a um cenário eleitoral considerado mais favorável em seu estado, enquanto Leite enfrenta desafios para indicar um sucessor no Rio Grande do Sul.

Leite se apresenta como alternativa para a “despolarização” do Brasil

Em sua mensagem, Eduardo Leite buscou se posicionar como uma figura capaz de **unir diferentes correntes políticas** e romper com a atual dinâmica de polarização que marca o cenário nacional. “Eu sei que a gente pode fazer o Brasil despolarizar”, declarou. Ele acrescentou que o país “não precisa de falsos salvadores da pátria, ele precisa ser uma pátria de verdade para os seus filhos”.

O governador também ressaltou sua **trajetória política**, iniciada aos 19 anos, e sua experiência em todos os escalões do ciclo executivo, de vereador a governador. Leite enfatizou que nunca foi “reprovado nas urnas desde a primeira eleição para um cargo executivo” e que não há “nenhum risco de estar envolvido em qualquer caso que desonre a minha história”.

Experiência no RS como espelho para desafios nacionais

Leite já havia, em entrevistas anteriores, defendido sua posição como o nome mais independente entre os pré-candidatos do PSD. Ele citou que, em sua campanha de reeleição, conseguiu **evitar a polarização**, enfrentando oposição tanto de grupos alinhados ao ex-presidente Lula quanto ao ex-presidente Bolsonaro. O governador comparou os desafios enfrentados no Rio Grande do Sul, como a alta polarização e as dificuldades nas contas públicas, com o cenário que o Brasil poderá encontrar em 2027.

“Ele disse ainda que governou um Estado com alta polarização e enormes desafios nas contas públicas, e afirmou que as dificuldades enfrentadas no Rio Grande do Sul em algum grau, se assemelham ao que o Brasil vai encontrar em 2027”, conforme relatado.


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