Educação contra violência: pais, ensinem meninos a não serem ‘atropeladores’

O alerta ecoa nas redes e nas ruas: é fundamental que pais e mães eduquem seus filhos meninos para que não se tornem perpetradores de violência contra meninas e mulheres. A recente comoção nacional com o caso de Tainara, morta após ser arrastada por 1 km em São Paulo, expõe a urgência dessa discussão, que vai muito além de um incidente isolado. A violência de gênero, em suas diversas formas, é um problema estrutural que precisa ser combatido desde a raiz, e a casa é o primeiro palco dessa transformação.

O Brasil tem avançado na legislação de proteção às mulheres, com marcos como a Lei Maria da Penha (2006), o reconhecimento do feminicídio como tipo penal (2015), a tipificação da importunação sexual (2018) e a inclusão da violência psicológica (2021). A pena para o feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão. No entanto, a aplicação efetiva dessas leis ainda enfrenta obstáculos, como a influência de visões machistas e a inércia de alguns setores. A legislação, por si só, não é suficiente para erradicar a violência, sendo a mudança cultural um pilar essencial.

A pergunta que se impõe é: estamos, como sociedade, ensinando nossos meninos a respeitar as meninas? Estamos cultivando neles valores que os impeçam de se tornarem autores de atos de violência? A reflexão deve partir do ambiente familiar. É preciso **dar o exemplo no cotidiano**, dialogar abertamente sobre o tema, estimular o pensamento crítico e **prestar atenção às falas e comportamentos das crianças**. Monitorar o que consomem na internet e corrigir atitudes inadequadas são passos importantes. A promoção da **igualdade de gêneros** deve ser um princípio norteador.

Contudo, a responsabilidade não recai apenas sobre pais e mães. A frase popular “é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança” nunca foi tão pertinente. A construção de uma sociedade mais justa e igualitária demanda **políticas públicas efetivas** que complementem o papel da família. Nesse sentido, a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar uma “mobilização de homem” para combater a violência contra a mulher é um passo na direção certa.

Lula destacou a importância de os homens assumirem a responsabilidade, afirmando: “Não é uma coisa de mulher, é uma coisa de homem, que é a violência do homem contra a mulher. Então nós vamos ter que criar juízo, criar vergonha e nos educar, sabe? Ao invés de ser violento contra a mulher, a gente tratá-la com respeito”. É crucial que o discurso se transforme em prática. Meninas e meninos precisam urgentemente do nosso **compromisso e ação** para um futuro livre de violência.


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