A Inteligência Artificial revoluciona as Eleições 2026
As próximas eleições presidenciais em 2026 prometem ser um divisor de águas na política brasileira, com a Inteligência Artificial (IA) despontando como o principal desafio para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Especialistas alertam que, ao contrário de pleitos anteriores, as tecnologias de IA estão mais acessíveis e fáceis de usar, o que pode intensificar a disseminação de desinformação e a manipulação de conteúdo.
IA: O Maior Desafio para o TSE
A rápida evolução da inteligência artificial coloca o TSE em uma posição delicada. Enquanto o tribunal busca se adaptar com novas resoluções, como a proposta de permitir o impulsionamento pago de propaganda negativa sem referência direta à disputa eleitoral, a incerteza sobre as inovações tecnológicas que podem surgir até 2026 é grande. O advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral, afirma que “Em 2026, a inteligência artificial deve se consolidar como o maior desafio para o TSE. Sem dúvida, será a eleição da IA.”.
Novas Estratégias de Fiscalização
Diante desse cenário, Fernando Neisser, professor de Direito Eleitoral da FGV-SP, defende que a Justiça Eleitoral estabeleça um canal permanente de diálogo e fiscalização com as plataformas de geração de conteúdo por IA, similar ao que foi feito com as redes sociais. “Agora, é preciso trazer para a mesa as plataformas que produzem conteúdos de inteligência artificial”, ressalta Neisser. A dificuldade técnica de detecção e a velocidade com que conteúdos falsos podem alcançar milhões de eleitores antes de qualquer ação institucional são pontos de grande preocupação. Erick Beyruth, advogado eleitoral e pesquisador da PUC-SP, destaca que “o desafio é que, quando a Justiça Eleitoral age, o impacto muitas vezes já aconteceu”, alertando para a crescente dificuldade em distinguir conteúdos reais de sintéticos, especialmente em vídeos com alto potencial de viralização.
O Uso da IA nas Campanhas Atuais
O impacto da IA já é visível nas redes sociais, com a circulação frequente de vídeos e imagens gerados por essa tecnologia, envolvendo personalidades políticas de diversos espectros. Exemplos recentes incluem conteúdos satíricos sobre a tentativa de Bolsonaro de romper a tornozeleira eletrônica e imagens manipuladas do presidente Lula com aparência “musculosa”. Do outro lado, perfis alinhados à direita divulgaram vídeos com dados falsos sobre a popularidade de Lula e simulações de falas do presidente sobre temas sensíveis. Pedro Simões, marqueteiro político, aponta os aspectos nocivos, como o uso de deepfakes para sexualizar a imagem de candidatas, mas também reconhece os benefícios da IA na automação de tarefas burocráticas e na produção de conteúdo em escala. No entanto, a comunidade jurídica aponta que as punições atuais, como multas, são insuficientes para coibir essas práticas, defendendo sanções mais severas, como a cassação de registro, diploma ou mandato, para gerar um efeito dissuasório real.
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