Em guerra contra todos (até ela mesma), Globo perde ’24 milhões de uns’. Lembra da campanha “100 Milhões de Uns”, em que a Globo se orgulhava de falar com pelo menos 100 milhões de brasileiros por dia? Pois é, seis anos depois de seu lançamento, em outubro de 2017, essa cifra mudou substancialmente: a Globo hoje fala para 76 milhões de uns, uma queda de 24 milhões, praticamente um quarto.
O dado foi apresentado por Manzar Feres, diretora de Negócios Integrados em Publicidade, na última quinta-feira (19), no Upfront Globo 2024, evento em que a emissora ofereceu a anunciantes e publicitários oportunidades comerciais em sua programação e plataformas digitais no próximo ano. Esse dado não reflete exatamente a audiência da TV Globo. É o alcance somado da TV aberta com Globoplay, canais pagos e sites da emissora. Alcance em TV é o número de pessoas que sintonizam a programação durante pelo menos um minuto durante o período analisado. Mas, como um telespectador pode ser o mesmo assinante do Globoplay e o mesmo usuário de um site do grupo, a Globo estima que a TV aberta, sozinha, alcança mais de 70 milhões desses 76 milhões de consumidores. Todos os dias, pelo menos 70 milhões de brasileiros a sintonizam durante pelo menos um minuto.
A queda de 24 milhões de telespectadores/usuários, segundo a Globo, é consequência da maior pulverização de consumo de mídia, ou seja, da concorrência com o streaming, com novos canais (pagos ou não), com redes sociais e com sites, impulsionada pelo aumento das TVs conectadas, que mais que dobraram nos últimos cinco anos e hoje estão presentes em 60% dos lares brasileiros. E a própria Globo investe nessa fragmentação, na concorrência contra ela mesma, ao apostar no Globoplay e em canais Fast (sigla de Free Ad-Supported Television, ou TV gratuita bancada por anúncios). Fast são canais de streaming nichados, de conteúdo não inédito e reprisado à exaustão, oferecidos em televisores conectados por plataformas como Samsung TV, Fire TV (Amazon), Pl
O texto acima é um exemplo de um post de blog sobre a perda de audiência da Globo nos últimos anos. O tom é informativo e analítico, sem expressar opiniões pessoais ou juízos de valor sobre a emissora ou seus concorrentes. O texto segue as características solicitadas: formato: blog post; comprimento: médio; tom: informativo.
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