Planalto em alerta com escândalo do Master e sabatinas no Senado
O Palácio do Planalto considera o escândalo envolvendo o Banco Master um **”ensaio para o juízo final”**, temendo que as investigações sobre fraudes e as conexões políticas de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição, com o Centrão e aliados, criem um impacto negativo significativo. A avaliação interna é que o governo precisará fazer **mais concessões** para garantir a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Novas concessões e o caso Otto Lobo na CVM
A indicação de Messias para o STF, que já enfrentava resistência, ganhou contornos mais complexos com a nomeação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Lobo, conhecido por decisões controversas que beneficiaram o Banco Master, tem laços com o Centrão. A nomeação de Lobo, que também depende de aprovação do Senado, foi vista como uma tentativa de agradar ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que inicialmente apoiava outro nome para o STF. No entanto, Alcolumbre negou ser o padrinho de Otto Lobo, prometendo segurar sua sabatina no Senado.
O jogo político e o futuro de Messias no STF
O governo teme que a **fatura para a aprovação de Messias no STF se torne ainda mais cara** diante desse imbróglio. Apesar disso, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Master não preocupa o Planalto, que acredita que o envolvimento de “peixes graúdos” impedirá o avanço da comissão. A análise da indicação de Messias para a Corte, embora não diretamente ligada a Otto Lobo, está unida pela lógica do “é dando que se recebe”, uma prática comum no Congresso Nacional. Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), afirmou que a sabatina de Otto Lobo ainda não tem data marcada e que o sistema financeiro “não será o mesmo” após o escândalo do Master, destacando a necessidade de ações conjuntas para suprir o que a CVM não fez.
A dimensão da fraude e o impacto nos Três Poderes
O escândalo do Banco Master, que já foi comparado por Fernando Haddad, ministro da Fazenda, a uma possível **”maior fraude bancária da história do País”**, revela uma extensão de danos ainda maior do que se imaginava. O caso tem potencial para abalar todos os Três Poderes, especialmente em um ano eleitoral, levantando preocupações sobre a integridade do sistema e a confiança nas instituições.
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