Escritório da esposa de Moraes em Brasília gera polêmica e pode levar a CPI

A abertura de um novo escritório pela esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, em Brasília, a poucos quilômetros do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou repercussão e levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. A coincidência de datas com a sanção da Lei Magnitsky contra empresas ligadas à família, em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro pelo STF, intensifica o debate.

Negócios sob o holofote

O escrutínio sobre os negócios da família Moraes ganhou força após o escândalo envolvendo o Banco Master. O escritório liderado por Viviane Barci de Moraes atua como representante legal da instituição financeira em diversas esferas, incluindo tribunais, Congresso e Receita Federal. Conforme apurado pelo jornal O Globo, um contrato firmado com o banco de Daniel Vorcaro prevê um pagamento mensal de R$ 3,6 milhões para o escritório, com vigência entre 2024 e 2027. Caso o acordo seja cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes poderia receber um montante expressivo de R$ 129 milhões até o início de 2027.

Investigação e possível CPI

Diante das revelações, o senador Alessandro Vieira anunciou a intenção de coletar assinaturas para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O objetivo da CPI seria investigar tanto o contrato milionário entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, quanto as informações publicadas pela colunista Malu Gaspar, de O Globo, que apontam supostos contatos de Alexandre de Moraes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em benefício do Master. Até o momento, nem Moraes nem Galípolo se manifestaram publicamente sobre o assunto.

Contexto e desdobramentos

A situação ganha contornos ainda mais delicados considerando que outra empresa da família, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, foi sancionada pelo governo de Donald Trump. Essa sanção, que atingiu Viviane Barci de Moraes e a empresa, foi interpretada como uma retaliação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Primeira Turma do STF, da qual Alexandre de Moraes faz parte. O avanço do crime organizado na Faria Lima, que resultou em um acordo de cooperação entre a Polícia Federal, o BNDES e a Febraban, adiciona outra camada de complexidade ao cenário financeiro e judicial em pauta.


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