Estônia: O Exemplo de Educação que o Brasil Ignora

O Milagre Estoniano: De Pobreza a Líder Tecnológico

Em apenas trinta anos, a Estônia transformou-se de um país devastado pela guerra e com um PIB menor que o do Brasil para uma potência tecnológica e educacional. Enquanto o Brasil ainda luta com problemas básicos, a Estônia ostenta dez empresas unicórnios e um governo totalmente digitalizado, com todos os serviços públicos acessíveis via celular. Essa ascensão meteórica, conforme aponta o especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, tem suas raízes em uma profunda revolução na educação.

Educação para a Vida, Não para Ser uma “Enciclopédia Inútil”

A Estônia redefiniu o propósito da escola, focando em preparar os alunos para os desafios da vida real. O currículo inclui habilidades práticas como cozinhar, trabalhar com madeira e realizar tarefas domésticas. Essa abordagem contrasta drasticamente com o modelo brasileiro, onde a memorização e a acumulação de informações desnecessárias formam “enciclopédias inúteis“, como descreve Ronaldo Lemos. A Estônia, por outro lado, investiu em tecnologia desde cedo, com computadores e internet em todas as escolas desde 1997, e hoje incorpora a Inteligência Artificial em suas salas de aula, oferecendo acesso irrestrito a ferramentas como o ChatGPT.

O Abismo Educacional: Brasil vs. Estônia

O resultado dessa disparidade educacional é gritante. A Estônia lidera o ranking Pisa na Europa e figura entre os melhores do mundo, superando países como a Suíça. O Brasil, por sua vez, “só dá vexame” no Pisa, um reflexo de um sistema que falha em ensinar ciências, matemática e física, e que produz um grande número de analfabetos funcionais. Enquanto a China forma milhões de engenheiros e cientistas, o Brasil insiste em diplomas de humanidades que não preparam para o mercado de trabalho global. A Estônia, com apenas 1,3 milhão de habitantes, demonstra que a dimensão não é um obstáculo para a excelência, mas sim a visão e o investimento em uma educação de qualidade e alinhada com as demandas do século XXI.


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