Ex-assessora de Arthur Lira é alvo da PF por esquema de emendas

Operação da Polícia Federal investiga ex-assessora de Arthur Lira em suposto esquema de desvio de verbas públicas.

Investigação parte de denúncia sobre manipulação do orçamento secreto

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta terça-feira (26) que tem como alvo Mariângela Fialek, ex-assessora do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. A investigação apura supostos crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção. Dois mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Brasília, sendo um deles no gabinete de Fialek na Câmara dos Deputados.

A apuração teve início a partir de um depoimento prestado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). Braga acusou Arthur Lira de manipular o chamado “orçamento secreto”, um esquema de distribuição de verbas públicas que foi revelado pelo jornal Estadão. O deputado José Rocha (União-BA), ex-presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, também já foi ouvido pela Polícia Federal no âmbito desta investigação.

Medida restritiva impede Fialek de atuar com emendas parlamentares

Em uma decisão que reforça o alcance das investigações, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou que Mariângela Fialek fique proibida de exercer funções relacionadas a emendas parlamentares. Essa medida visa impedir que a ex-assessora, caso ainda tivesse alguma influência, pudesse continuar atuando em áreas ligadas ao suposto esquema investigado.

O caso levanta sérias questões sobre a gestão e fiscalização dos recursos públicos destinados a emendas parlamentares, um mecanismo que permite aos deputados e senadores destinarem verbas para projetos em seus redutos eleitorais. A participação de uma ex-assessora de peso como Mariângela Fialek no centro de uma investigação policial aponta para a complexidade e a gravidade das acusações.

Outros casos e desdobramentos no cenário político

Enquanto a investigação sobre Mariângela Fialek avança, outros assuntos também movimentam os bastidores políticos. A Anvisa adiou para 2026 a revisão de regras para produtos à base de cannabis, e o cineasta Mario Frias, que enviou R$ 2 milhões em emendas a uma produtora de filme sobre Bolsonaro, também está sob os holofotes. Além disso, Adilson Barroso é cotado para substituir Carla Zambelli na Câmara após sua cassação, indicando um cenário de constantes mudanças e escrutínio no poder legislativo.

A atuação da Polícia Federal em casos que envolvem figuras ligadas a altos escalões do governo demonstra o compromisso com a apuração de irregularidades e a busca por transparência na administração pública. O desdobramento deste caso envolvendo a ex-assessora de Arthur Lira promete gerar repercussão e possíveis mudanças nas práticas relacionadas à alocação de recursos parlamentares.


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