Juiz afastado da Lava Jato é acusado de furto de champanhe
Um vídeo de circuito de segurança de um supermercado em Blumenau, Santa Catarina, mostra o ex-juiz da Lava Jato, Eduardo Appio, supostamente furtando uma garrafa de champanhe francesa Moët Chandon, avaliada em mais de R$ 400. O episódio levou ao **afastamento de Appio do cargo** e à abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).
Appio alega que vídeo é falso e confia na Justiça
Em declarações ao jornal O Estado de S. Paulo, Eduardo Appio, que atuou por três meses na Lava Jato e sucedeu o senador Sérgio Moro na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, afirmou categoricamente que o vídeo é fraudulento. Ele prometeu provar sua inocência assim que for intimado pelo TRF4 para se manifestar sobre o caso. “Estou no sistema judicial há 31 anos e confio na Justiça”, declarou o magistrado, que inicialmente descreveu o incidente como um “mal-entendido”.
Detalhes do flagrante e processo disciplinar
O vídeo em questão, com cerca de 20 minutos, exibe Appio circulando em um supermercado, vestindo camiseta azul e bermuda. Ele é visto pegando uma garrafa de champanhe no setor de bebidas, colocando-a em uma sacola e seguindo em direção ao estacionamento. Antes de sair, ele é abordado por dois seguranças e, posteriormente, retornado ao interior do estabelecimento. Em uma sala, um segurança retira a garrafa da sacola, e Appio mostra um cartão aos funcionários, indicando a intenção de pagar pela bebida. O processo disciplinar contra o ex-juiz foi aberto com base em um boletim de ocorrência da Polícia Civil de Santa Catarina que o **atribui o furto** da garrafa de champanhe.
Rivalidade com Sérgio Moro e o contexto da Lava Jato
Eduardo Appio ganhou notoriedade em 2023 ao assumir a 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, o epicentro da Operação Lava Jato. Sua gestão foi marcada por uma **rivalidade com o então ministro da Justiça e hoje senador Sérgio Moro**, que conduziu os processos da operação por cinco anos. A sucessão de Moro por Appio na 13ª Vara já indicava um potencial conflito, que se tornou mais evidente com as acusações atuais.
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