Investigação contra o Rioprevidência avança com prisão de ex-presidente
A Polícia Federal realizou a prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, nesta terça-feira, 3. A detenção ocorreu no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando Antunes desembarcava de uma viagem aos Estados Unidos e se preparava para retornar ao Rio de Janeiro. A operação da PF apura suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção no fundo de pensão dos servidores do Estado do Rio, com foco em investimentos realizados no Banco Master.
R$ 1 bilhão em aplicações de risco sob suspeita
Deivis Marcon Antunes havia deixado a presidência do Rioprevidência em janeiro, em meio à deflagração da Operação Barco de Papel. Investigadores apontam que, durante a gestão de Antunes e de outros dois ex-diretores, o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 1 bilhão em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. Essa modalidade de investimento é considerada de alto risco e não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos apenas para 2033 e 2034. Atualmente, o Rioprevidência negocia a substituição dessas letras por precatórios federais. A PF suspeita que as aplicações foram aprovadas de forma irregular, incompatíveis com a finalidade do instituto de previdência e que expuseram os servidores públicos a “risco elevado”.
Fuga e receio de ser surpreendido pela PF
Fontes indicam que, antes de viajar para os Estados Unidos no dia 15 de fevereiro, Antunes já demonstrava receio de ser alvo de uma operação da Polícia Federal. Ele teria passado a evitar sua residência no Rio de Janeiro e vivia em estado de alerta, temendo ser surpreendido pelas autoridades. A investigação, autorizada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, apura crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública a erro, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.
Esta é a terceira fase de operações da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master. Diferente de fases anteriores, esta investigação não tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
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