A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse na terça-feira 17, durante o Fórum Econômico Mundial, que o Brasil tem 120 milhões de pessoas passando fome. A declaração repercutiu nas redes sociais nesta quarta-feira, 18.

Ao contrário do que diz Marina, a extrema pobreza no Brasil caiu em 2020 para o patamar mais baixo da série histórica dessas medições, iniciadas em 1980. Os brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, considerada o marco básico para a medição da fome, caíram para menos de 2% da população — 1,9%, mais exatamente, o que equivale a pouco mais que 4 milhões de pessoas. Os dados constam no mais recente relatório divulgado pelo Banco Mundial, considerado a autoridade pública mais realista na avaliação de questões ligadas à miséria. Os brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, considerada o marco básico para a medição da fome, caíram para menos de 2% da população — 1,9%, mais exatamente, o que equivale a pouco mais que 4 milhões de pessoas.

Em relação ao ano anterior, 2019, mais de 7 milhões de brasileiros saíram da miséria — pelos critérios do Banco Mundial, a situação de quem ganha US$ 2,15 por dia, ou algo como R$ 330 por mês. De 2020 para 2022, o número de miseráveis caiu mais ainda, com o começo do pagamento do “Auxílio Brasil”, de R$ 400 por mês. “Ou seja, no mundo dos fatos: nunca o Brasil teve um número tão baixo de pessoas vivendo na pobreza extrema e, portanto, sujeitas à fome”, observa J.R. Guzzo, em artigo publicado em Oeste. “É exatamente o contrário da ‘verdade’ revelada por Lula e pelo PT durante toda a campanha eleitoral.”

O deputado federal Carlos Jody (PL-RJ), por exemplo, disse que Marina foi a Davos para “inventar números”.

Paulo Eduardo Martins, deputado federal pelo PL do Paraná, perguntou se a ministra “tem licença para mentir”.

Fabricio Rebelo, jurista e pesquisador em segurança pública, observou que nenhuma agência de checagem se pronunciou sobre a “absurda fala de Marina Silva”.

Para Leandro Ruschel, “é esse tipo de gente que acusa seus opositores de criarem fake news”.

Já o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) disse que a “esquerda, sem a mentira, não sobrevive”.

O jornalista e crítico de cinema Marco Petrucelli ironizou a afirmação da ministra.

Ale Silva, deputado federal por Minas Gerais, foi na mesma linha de Petrucelli.

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