Família de Marielle Franco acompanha julgamento no STF após 8 anos

Julgamento no STF sobre mandantes do assassinato de Marielle Franco começa nesta terça-feira

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciará nesta terça-feira, 24 de outubro, o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime chocou o país em 14 de março de 2018, durante a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

O julgamento, que se estenderá até quarta-feira, 25 de outubro, contará com a presença de familiares próximos de Marielle Franco. O pai, Antônio, a mãe, Marinete, a filha, Luyara, a irmã e atual ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e a viúva, Mônica Benicio, que também é vereadora carioca, estarão no auditório da Primeira Turma do STF para acompanhar o andamento do processo.

Família organiza manifestação e missa em memória de Marielle

Na próxima quinta-feira, 26 de outubro, um dia após o encerramento do julgamento no STF, a família de Marielle Franco retornará ao Rio de Janeiro para realizar uma caminhada pública na Cinelândia. Este local foi palco dos primeiros protestos após a morte da vereadora e de Anderson Gomes. No último sábado, 21 de outubro, uma missa em homenagem a Marielle foi realizada na Igreja da Penha, no Rio de Janeiro. O Instituto Marielle Franco, organizador do evento, declarou: “Seguimos com fé, coragem e compromisso, atravessando esse tempo com a certeza de que a justiça por Marielle e Anderson é um marco histórico que o país precisa viver”.

Quem são os réus acusados de encomendar o crime

O STF julgará os seguintes indivíduos, apontados como os mandantes do assassinato de Marielle Franco: Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial, e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão.

O processo de julgamento prevê a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, seguida pela apresentação da acusação pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Cada defesa terá uma hora para expor seus argumentos antes da votação dos ministros.

Assassinos confessos já foram condenados no Rio de Janeiro

É importante lembrar que os executores diretos do crime, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, foram condenados pela Justiça do Rio de Janeiro em outubro de 2024. Ronnie Lessa, autor dos disparos, recebeu a pena de 78 anos e 9 meses de prisão, com previsão de regime semiaberto em 2037, devido à delação premiada. Élcio Queiroz, que dirigiu o veículo durante a execução, foi sentenciado a 59 anos e 8 meses de reclusão, com possibilidade de liberdade em 2031, também como delator.

A expectativa é que o julgamento no STF traga respostas sobre a articulação por trás do brutal assassinato que abalou o Brasil e que a justiça por Marielle e Anderson seja um marco histórico para o país.


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