Filho de Luiz Fux: De 5 para 544 ações no STF e STJ após posse do pai

Ascensão Profissional de Rodrigo Fux Gera Debate

A carreira do advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), experimentou um crescimento exponencial em sua atuação em cortes superiores logo após a posse de seu pai na mais alta corte do país. Dados revelam que o número de ações em que Rodrigo Fux atua no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no STF saltou de **5 para 544 casos** no período pós-ascensão de Luiz Fux. Essa notável coincidência temporal tem sido objeto de reportagens que apontam um padrão recorrente no STF, onde familiares de ministros intensificam ou iniciam suas atividades advocatícias em tribunais superiores após a nomeação de seus parentes.

O Salto nas Atuações em Tribunais Superiores

O escritório Fux Advogados, do qual Rodrigo Fux é sócio-administrador, existe desde 1994. No entanto, a maioria esmagadora das atuações do advogado em tribunais superiores ocorreu após a posse de Luiz Fux no STF. No STF, **48 dos 49 processos** em que Rodrigo participou tiveram início após esse evento. Já no STJ, o número impressionante chega a **496 de 500 casos** no mesmo período. A defesa de Rodrigo Fux, conforme nota divulgada, afirma que “o escritório sempre atuou desde a origem da causa” e que “jamais foi contratado para atuar em processos que se encontrassem em vias de remessa ao STF, muito menos para atuar em processos que já se encontrassem em trâmite na Corte”.

Grandes Clientes e Casos Notórios

Durante esse período, Rodrigo Fux representou clientes de peso, como a produtora de cigarros Souza Cruz (atual British American Tobacco), a gigante dos cosméticos Avon e diversas pessoas físicas em ações contra o Google. Um dos principais clientes na Suprema Corte tem sido o Clube de Regatas Flamengo, em litígios que incluíram disputas sobre títulos de campeão brasileiro. A Avon, em nota, afirmou que a contratação em 2011 foi “realizada licitamente” e baseada em “competência técnica e especialização jurídica”. A BAT Brasil, por sua vez, declarou que contratou o escritório para um processo tributário e manteve os mesmos advogados para a defesa judicial.

Atuação no STJ e a Questão do Banco Master

No STJ, Rodrigo Fux representou a Sebisa Investimentos & Participações em um processo que visava impedir a liberação de R$ 6,5 milhões bloqueados em contas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A atuação da Sebisa impediu que os valores fossem usados para quitar dívidas de Vorcaro, mantendo o montante sob o patrimônio do banqueiro até a resolução de um impasse jurídico. A entrada da empresa no caso ocorreu em um momento de forte escrutínio sobre o Banco Master por autoridades financeiras. A defesa de Rodrigo Fux ressalta que o escritório “jamais atuou na 1ª Turma ao tempo que o Ministro Luiz Fux integrava a Corte” e que o Ministro “sempre se declarou impedido em todos os recursos de Fux Advogados”.


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