Filho do ‘Careca do INSS’ é preso em nova fase da Operação Sem Desconto

Operação da PF mira desvios no INSS e prende filho do ‘Careca do INSS’

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18, a quinta fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de desvios ilegais no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Entre os presos está Romeu Carvalho Antunes, filho mais velho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’, que já está detido desde setembro no âmbito das mesmas investigações.

Quem é Romeu Carvalho Antunes?

Romeu Carvalho Antunes é formado em Engenharia de Software pela Universidade de Brasília. Segundo seu perfil no LinkedIn, ele atuou como desenvolvedor na Caixa Econômica Federal entre 2018 e 2020, e no PicPay entre 2022 e 2023. A PF aponta que, além de manter relação societária, Antunes possuía autorização para movimentar as contas de uma das empresas de seu pai, suspeita de envolvimento em fraudes em aposentadorias.

Senador e advogado também são alvos da operação

A operação também resultou na prisão do advogado Éric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis. A suspeita da PF é de que o escritório de advocacia de Fidelis tenha intermediado o pagamento de propinas, movimentando cerca de R$ 12 milhões pouco tempo após sua abertura, segundo dados da CPMI do INSS. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência. Ele é natural de Imperatriz (MA), tem 46 anos e é vice-líder do governo no Senado.

Entenda a Operação Sem Desconto

A Operação Sem Desconto apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS, realizados por associações sem o consentimento dos beneficiários. Os valores arrecadados, supostamente, abasteceriam os cofres dessas entidades e seriam desviados para os líderes do esquema e outros investigados. A atual fase da operação, autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, cumpre 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão em diversos estados brasileiros. Os crimes investigados incluem inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e dilapidação patrimonial.


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