Impacto no bolso do trabalhador
A recente discussão sobre o fim da escala 6×1 no Brasil, um modelo de jornada de trabalho amplamente utilizado, acende um sinal de alerta para a economia do país. Especialistas apontam que a mudança, caso não seja bem planejada e implementada, pode gerar um efeito cascata com consequências negativas, como o aumento do desemprego e o agravamento da inflação. O governo, por sua vez, parece subestimar a dimensão desses riscos, focando em argumentos que não contemplam a realidade econômica.
Aumento da informalidade e precarização
A adoção de novas escalas de trabalho, especialmente aquelas que reduzem a flexibilidade para os empregadores, pode levar a uma retração no mercado formal. Empresas, diante de custos maiores ou da impossibilidade de adaptação, podem optar por demitir funcionários ou reduzir novas contratações. Isso, consequentemente, impulsiona a informalidade, onde os trabalhadores ficam sem os direitos trabalhistas básicos, como férias, 13º salário e seguro-desemprego. A precarização das condições de trabalho é um dos fantasmas mais assustadores dessa transição.
Pressão inflacionária e poder de compra
Outro ponto de preocupação é a potencial pressão sobre a inflação. Se o custo para as empresas aumenta significativamente, seja por necessidade de contratar mais pessoal para cobrir a mesma carga horária ou por outros encargos decorrentes das novas regras, esse custo tende a ser repassado ao consumidor final. O resultado é um aumento generalizado dos preços, corroendo o poder de compra da população, especialmente dos trabalhadores que já enfrentam dificuldades. A ausência de um plano robusto para mitigar esses efeitos é um dos pontos mais criticados por economistas.
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