Fim da Jornada 6×1: Brasileiros Mudam de Opinião com Risco de Salário Menor

Pesquisa Nexus aponta que a preocupação com o salário é o fator decisivo para a aprovação do fim da jornada 6×1.

Apoio geral versus realidade salarial

Uma pesquisa inédita da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados revelou uma mudança significativa na opinião dos brasileiros sobre o fim da jornada de trabalho 6×1. Embora 63% dos brasileiros, de maneira geral, apoiem o fim da escala 6×1, este número cai consideravelmente quando a questão salarial entra em jogo. Apenas 28% dos entrevistados se declararam totalmente favoráveis à mudança, independentemente de qualquer impacto em seus pagamentos.

Condicionante salarial define o apoio

A pesquisa detalhou que 40% dos brasileiros só são favoráveis ao fim da escala 6×1 se a medida não acarretar em uma diminuição proporcional dos salários. Esse dado demonstra que a **manutenção da remuneração** é um fator crucial para a aceitação da proposta. Para 5% dos entrevistados, o apoio existe, mas a opinião sobre a questão salarial ainda não está totalmente formada.

Desconhecimento sobre a proposta e seus impactos

Um ponto de atenção levantado pelo estudo é o alto nível de desconhecimento sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa alterar a jornada de trabalho. Apenas 12% da população entende bem o que significa a PEC do fim da escala 6×1. Contudo, a pesquisa também indicou que quanto mais as pessoas discutem e compreendem o projeto, maior é a sua aprovação, sugerindo que a comunicação clara sobre os benefícios e a ausência de perdas salariais pode aumentar o apoio popular.

O levantamento também apontou que 84% dos brasileiros são a favor de que os trabalhadores tenham, pelo menos, dois dias de folga na semana, o que reforça o desejo por melhores condições de descanso. No entanto, a preocupação com o bolso parece ser o principal obstáculo para a aprovação total da medida, evidenciando a necessidade de garantias financeiras para que o fim da jornada 6×1 seja amplamente aceito.

Outros estudos, como o do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), calculam que a redução da jornada para 40 horas semanais poderia elevar o custo médio do trabalho celetista em 7,84%. Já o Centro de Liderança Pública (CLP) estima a perda de mais de 600 mil empregos formais. O governo, por sua vez, diverge de setores como a indústria e o agronegócio, alegando que o custo pode ser absorvido pelas empresas.


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