Fim dos penduricalhos: Dino mira em privilégios e alivia pressão sobre o STF

Ação de Flávio Dino contra ‘penduricalhos’ é vista como jogada política para blindar o STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, tem sido o centro das atenções após sua decisão de determinar o fim dos chamados penduricalhos no serviço público. Juiz de formação e com uma carreira política consolidada, Dino, que já foi deputado, governador e senador, demonstra conhecer a dinâmica da opinião pública. Sua medida, que visa combater privilégios despropositados, é interpretada por muitos como uma estratégia para melhorar a imagem do STF, que vinha sendo associado a uma série de escândalos.

Supremo busca se distanciar de polêmicas recentes

Após um período de alta popularidade em setembro do ano passado, quando a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de estado foi vista por alguns como um marco, a imagem do Supremo começou a se desgastar. O escândalo envolvendo o Banco Master, iniciado em novembro de 2025 e ainda sem desfecho, trouxe à tona acusações de tráfico de influência, contratos milionários e uso de laranjas, envolvendo ministros e ex-ministros da corte. Essa situação transformou o STF em alvo de críticas generalizadas, afetando sua reputação.

Dino acerta alvo popular e expõe o Congresso

Apesar de algumas críticas sobre o método utilizado por Dino para acabar com as regalias, argumentando que a ação poderia ter sido feita por outro instrumento ou configuraria populismo jurídico, o ministro atingiu um ponto sensível da sociedade. A população, em sua maioria, esperava por medidas contra esses benefícios, que muitos consideram excessivos. Com essa iniciativa, Dino também colocou o Congresso Nacional em evidência. Deputados e senadores aprovaram a extensão de benesses para seus funcionários de alto escalão em um momento de grande atenção pública, gerando irritação.

Regalias surreais e a pressão corporativa

A concessão de benefícios como o chamado auxílio-Peru, considerado surreal por muitos, e o adiamento da reforma administrativa, que deveria tratar do tema, evidenciam a complexidade da situação. A pressão corporativa dos funcionários públicos parece ter influenciado a decisão dos parlamentares. Nesse cenário, a ação de Flávio Dino é vista como uma jogada política oportuna, que não só combate privilégios, mas também ajuda a tirar o STF da lama, consolidando-o como um vencedor na semana.


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