Fiscal Foragido com Mansão nos EUA é Procurado pela Interpol por Propinas Milionárias da Ultrafarma

A Justiça de São Paulo determinou a inclusão do auditor fiscal de Rendas Alberto Toshio Murakami, conhecido como ‘Americano’, na Difusão Vermelha da Interpol.

Foragido e com Mansão nos EUA

Alberto Toshio Murakami, aposentado da Fazenda do Estado de São Paulo, está foragido desde agosto do ano passado, quando a Operação Ícaro foi deflagrada. A investigação apura um suposto esquema de propinas de R$ 1 bilhão que teria se instalado na sede da Receita estadual. O fiscal é dono de uma mansão de mil metros quadrados em Clarksville, nos Estados Unidos, avaliada em US$ 1,3 milhão. A decisão de incluí-lo na lista da Interpol foi tomada pela 1.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, após pedido dos promotores do Gedec.

Acusação de Corrupção Passiva e Esquema Fraudulento

Na última quinta-feira, 5, Murakami e seu colega, o fiscal Artur Gomes da Silva Neto, foram denunciados à Justiça por crime de corrupção passiva. Ambos são acusados de receberem ‘vultosas quantias em espécie’ do empresário Aparecido Sidney Oliveira, proprietário do Grupo Ultrafarma. A acusação sustenta que, desde 2021, os fiscais, com a ajuda de Fátima Regina Riccardi e Maria Hermínia de Jesus Santa Clara, recebiam propina para beneficiar a Ultrafarma em seus pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS-ST e na aprovação da venda desses créditos para terceiros.

O Papel Decisivo de ‘Americano’ e a Busca pela Lei

Murakami exercia uma função considerada decisiva no esquema. Ele analisava e emitia pareceres favoráveis ao ressarcimento de créditos de ICMS-ST para a Ultrafarma, abrindo caminho para que a empresa tivesse seus pleitos deferidos. Artur Gomes da Silva Neto, que já está preso e iniciou um acordo de delação premiada que não avançou, era lotado na Diretoria de Fiscalização e supervisionava redes de comércio varejista, tendo atribuição para deferir pedidos de ressarcimento e aprovação de venda de créditos. A Justiça decretou a prisão preventiva de ambos. Os promotores suspeitam que ‘Americano’ esteja morando em sua mansão no Tennessee, o que motivou o pedido de inclusão na Interpol para assegurar a efetividade da prisão preventiva e a aplicação da lei penal.


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