Flávio Bolsonaro adota nova estratégia em pré-campanha, focando em um tom mais ameno e no desgaste de Lula.
Em um movimento estratégico para a pré-campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem optado por um discurso mais leve, visando a **ampliar seu eleitorado para além da direita conservadora** e atrair o voto de centro. A estratégia, segundo aliados, é **evitar a associação com discursos que geram rejeição e risco à democracia**, ao mesmo tempo em que explora a percepção de **”cansaço” do eleitor com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva**.
Construindo uma imagem mais palatável
A meta é construir uma imagem mais acessível de Flávio Bolsonaro, diminuindo a exposição a temas polêmicos e **aumentando o diálogo com o eleitorado feminino e segmentos onde o ex-presidente Jair Bolsonaro obteve menos votos em 2022**. Os ataques mais contundentes ao atual governo, de acordo com essa linha de raciocínio, ficarão a cargo de outros aliados, permitindo que o senador se concentre em uma **abordagem mais técnica e menos polarizadora**.
Críticas à gestão petista e dados de pesquisa
Aliados como o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o líder do PL na Câmara, Zucco (PL-RS), ressaltam o que consideram ser um **”prazo de validade vencido” na gestão petista**, que já comanda o país há duas décadas. A leitura é que Lula “só olha para o retrovisor” e que o eleitorado está **”cansado e percebeu isso”**. Essa estratégia parece estar surtindo efeito, com pesquisas recentes indicando uma **redução na distância entre Flávio Bolsonaro e Lula em um eventual segundo turno**, ambos com 41% das intenções de voto, segundo levantamento Genial/Quaest. A avaliação positiva do governo Lula, de 33%, também reforça essa percepção de desgaste.
Tom leve em discursos recentes
Flávio Bolsonaro já tem demonstrado essa mudança de tom em seus pronunciamentos. Em um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, no fim de fevereiro, o senador focou em **críticas a temas econômicos e de segurança pública**, questionando qual “caminho o Brasil vai escolher” e afirmando que “o PT controla o Brasil há 20 anos e ninguém aguenta mais”. Essa abordagem mais moderada visa **consolidar sua posição até o período das convenções partidárias**, em agosto, buscando capitalizar o descontentamento com o governo atual.
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