Bolsonaro ‘inconformado’ e ‘indignado’ com prisão, diz Flávio
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) relatou, após visitar o pai na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, que o ex-presidente Jair Bolsonaro está ‘inconformado e indignado’ com a prisão preventiva. A detenção ocorreu em meio a recursos em um processo que apura um suposto golpe de Estado após as eleições de 2022, com condenação de 27 anos e três meses.
Flávio, que foi o primeiro filho autorizado a visitar o ex-presidente, afirmou que Jair Bolsonaro segue se defendendo das acusações. “Continua muito indignado e inconformado, a todo momento falando como se tivesse se defendendo ainda dessa perseguição que ele sofreu, ‘o que eu fiz para estar aqui’, ‘fiz uma transição tranquila de governo após a eleição'”.
O senador destacou que o pai se defende de ter motivado qualquer ato irresponsável. “Fazendo a defesa dele como sempre de, obviamente, não trabalhou para que houvesse nenhum conjunto ou contexto que pudesse motivar qualquer ato irresponsável”, disse Flávio a jornalistas.
Pedido de anistia e preocupação com alimentação
Segundo Flávio Bolsonaro, o ex-presidente pediu que ele e aliados conversassem com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Davi Alcolumbre, para pautar o projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Este projeto poderia beneficiar o próprio Jair Bolsonaro.
Outra preocupação levantada pelo senador foi a suposta ordem para proibir que a família leve refeições para Bolsonaro na PF. Flávio citou que o pai teme pela qualidade da alimentação fornecida pela autoridade, visto que necessita de uma dieta especial. “Alguém, não sei de quem partiu a ordem, de proibir que a família trouxesse comida dele que é feita com base na prescrição médica, que ele precisa ter uma alimentação especial por causa do fluxo intestinal e das sequelas da cirurgia”.
Ele considerou a ordem estranha, por ir contra a medicação prescrita. “Me soou muito estranho que alguém tivesse dado essa determinação para ir contra a medicação que é prescrita pelos médicos, para evitar intercorrências”, disparou.
Questionamentos sobre a ordem de prisão
Durante a visita, Flávio Bolsonaro também reiterou questionamentos sobre a ordem de prisão emitida pelo ministro Alexandre de Moraes. A prisão se baseou em uma vigília organizada por apoiadores e no suposto risco de fuga, além de violação da tornozeleira eletrônica, enquanto o ex-presidente estaria sob efeito de medicamentos.
Moraes chegou a sugerir que Bolsonaro tentaria se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos. A decisão monocrática do ministro foi referendada pela Primeira Turma do STF.
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