Flávio Bolsonaro: “Explosão” e “humilhação” explicam dano à tornozeleira

Senador Flávio Bolsonaro sugere revolta de pai com tornozeleira

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuiu o dano à tornozeleira eletrônica de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a um “momento de explosão” e “revolta”. A declaração foi feita durante uma vigília em Brasília, horas após a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sem contato direto com o ex-presidente após o ocorrido, Flávio Bolsonaro conjecturou que o ato pode ter sido uma demonstração de indignação. “Eu acho que foi um momento de explosão, de revolta dele, de indignação”, afirmou a veículos de imprensa.

“Se sentiu humilhado”, alega filho do ex-presidente

O senador acredita que Jair Bolsonaro possa ter se sentido constrangido pela situação, especialmente na presença de familiares. “Imagino que ele possa ter ficado envergonhado, se sentindo humilhado, porque, de fato, nunca precisou de uma tornozeleira para impedir a fuga dele”, declarou.

Flávio Bolsonaro também criticou o que chamou de “aparato gigante” de vigilância imposto ao ex-presidente nos últimos meses. Ele comparou a fiscalização a um monitoramento mais rigoroso do que o aplicado a “bandidos mais perigosos deste país”, com câmeras monitorando sua residência 24 horas por dia.

Negação de tentativa de fuga e críticas a Moraes

O filho mais velho de Bolsonaro descartou a possibilidade de o dano à tornozeleira ter sido uma tentativa de fuga. Ele argumentou que o ex-presidente sabia que qualquer manipulação do dispositivo acionaria imediatamente um alerta policial. “Ele sabia que, fazendo aquilo, ia acionar o dispositivo em algum lugar que alertava”, disse.

Flávio relatou que, após o incidente, agentes trocaram a tornozeleira e o ex-presidente “foi dormir”. “Quem quer fugir faz isso e volta pra cama para dormir, para descansar? Então não tem nenhuma lógica”, questionou.

O senador também criticou a decisão de Alexandre de Moraes, afirmando que o fundamento da prisão não estaria ligado ao episódio da tornozeleira. “Tanto é que não tem nenhum fundamento com relação à tornozeleira na decisão”, declarou.

Ele acusou o ministro de usar a vigília, descrita como um ato “religioso, ecumênico, voluntário e completamente inofensivo”, para criminalizar o movimento. “O que está muito claro para a gente é que ele já queria fazer. Então, ele só antecipou”, concluiu.


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