Flávio Bolsonaro mira em Lula e promete ‘pragmatismo’ em eventual governo

Flávio Bolsonaro retorna de viagem e já mira em Lula

Após retornar de viagem, o senador Flávio Bolsonaro já sinalizou suas intenções políticas, focando em uma eventual candidatura à Presidência da República. Em participação virtual na conferência do BTG Pactual, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro criticou o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e apresentou propostas para uma futura gestão. Flávio prometeu uma postura “pragmática” no diálogo com líderes internacionais, chegando a mencionar que Donald Trump “pode ter uma torcida” por ele, embora ressalte que não se trata de um apoio formal.

Manutenção de programas sociais e agenda econômica

Um dos pontos centrais de sua fala foi a garantia de que programas assistenciais, como o Bolsa Família, seriam mantidos em um eventual governo. “Programas como o Bolsa Família vão ser mantidos, e as pessoas que precisarem do Estado, vamos abraçar essas pessoas”, declarou. No entanto, ele também ressaltou a necessidade de criar mecanismos para reduzir a dependência desses programas, permitindo que as pessoas “caminhem com as próprias pernas”, embora não tenha detalhado como isso seria feito.

Na área econômica, Flávio evitou dar prazos para a escolha do futuro ministro da Economia e negou conversas com nomes especulados no mercado financeiro, como Mansueto Almeida e Roberto Campos Neto. Ele afirmou que o próximo titular da pasta teria que ser, “no mínimo, igual ao Paulo Guedes”, e que seria “muito melhor que (Fernando) Haddad”.

Privatizações e críticas a Haddad

O senador defendeu uma ampla agenda de privatizações, sugerindo que cerca de “95%” das estatais poderiam ser transferidas ao setor privado. Ele ponderou, contudo, que algumas áreas, como as terras raras, exigem um tratamento estratégico, propondo parcerias público-privadas em vez da criação de novas estatais.

Em suas críticas ao governo atual, Flávio Bolsonaro atacou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chamando-o de “o melhor ministro da Fazenda do Paraguai”, por, segundo ele, estar levando indústrias brasileiras para o país vizinho. Ele também criticou a reforma tributária, classificando-a como uma “bagunça ainda maior” que prejudicaria profissionais liberais.

Relação com outros nomes do bolsonarismo

Flávio também abordou sua relação com outros expoentes do bolsonarismo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele reconheceu um “ruído” inicial, mas avaliou que a tensão diminuiu. Afirmou que espera que Tarcísio esteja no mesmo espírito de 2022, mas com ele ocupando o papel de liderança que antes pertencia ao pai. Em relação a Michelle, declarou respeito e pretende reforçar o pedido de engajamento dela no projeto político.


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