Flávio Bolsonaro na França: Alianças globais e desafio ao mercado

Flávio Bolsonaro em Paris busca consolidar alianças globais e projetar força política

O senador **Flávio Bolsonaro (PL-RJ)** iniciou uma importante turnê pela França, encontrando-se com figuras proeminentes da direita europeia, empresários e jornalistas conservadores. O objetivo principal, segundo aliados, é **fortalecer uma aliança global** e demonstrar ao mercado financeiro e a céticos na política brasileira a **viabilidade e influência de sua candidatura à Presidência da República**.

Encontros estratégicos com a direita francesa

A agenda de Flávio na França inclui reuniões com líderes como **Eric Zemmour**, conhecido por suas posições anti-multiculturalismo e anti-islamismo, e **Marion Maréchal**, figura central na tradicional família política da direita francesa. A presença de Maréchal, neta de Jean-Marie Le Pen e sobrinha de Marine Le Pen, é vista como um **símbolo de conexão com a ‘direita francesa’**, em analogia à família Bolsonaro no Brasil.

Outros encontros notáveis foram com **François-Xavier Bellamy**, vice-presidente do partido Os Republicanos, e **Thierry Mariani**, ex-ministro e eurodeputado. A agenda também contemplou reuniões com **Sarah Knafo**, aliada de Zemmour e com conexões internacionais notáveis, e com o bilionário da mídia conservadora **Vicent Bolloré**, proprietário da CNews. Esses encontros, segundo aliados, servem para **mostrar que o senador não está isolado no cenário internacional**.

Críticas ao STF e projeção internacional

Durante sua visita, Flávio Bolsonaro concedeu entrevista à emissora CNews, onde fez fortes críticas ao ministro do STF, **Alexandre de Moraes**, chamando-o de “um grande violador de direitos humanos”. Ele também afirmou que o Brasil **”não vive uma democracia plena”** e classificou a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como uma **”grande farsa montada ao longo dos anos”**.

A estratégia de Flávio em buscar projeção internacional é vista como uma forma de **consolidar sua imagem no Brasil**, especialmente diante de uma “guerra interna” na direita sobre quem será o candidato à Presidência. Aliados defendem que essa exposição na Europa, com fotos ao lado de figuras influentes, envia uma mensagem clara ao mercado e à classe política brasileira de **força e potencial de apoio internacional**.

Próximos passos e recepção no Brasil

A viagem à França faz parte de uma estratégia de **construir uma rede internacional de direita**, semelhante à iniciada por Eduardo Bolsonaro em 2018. Há planos para que Flávio visite outros países europeus, como Polônia, Hungria, Portugal e Bélgica, além de comparecer à posse do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. Essa abordagem internacional visa **contrabalançar a percepção de baixa prioridade dada à política externa durante o governo Bolsonaro**.

Apesar de algumas críticas nas redes sociais sobre a necessidade de focar em viagens pelo Brasil, os companheiros de Flávio defendem o timing da agenda internacional, argumentando que haverá tempo para campanhas domésticas e que se torna mais difícil sair do país à medida que a eleição se aproxima. A **desconfiança inicial do mercado** em relação à sua pré-candidatura, que chegou a derrubar o índice da Bolsa brasileira após o anúncio, é um dos pontos que Flávio busca reverter com essa demonstração de força e articulação global.


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