Flávio Bolsonaro utilizou **jatinhos emprestados por empresários** em ao menos duas viagens realizadas no ano de 2025, de acordo com documentos e relatos obtidos pela reportagem. Uma das viagens teve como destino a **Flórida**, nos Estados Unidos, e ocorreu na madrugada de 1º de maio de 2025, com a presença de sua esposa e do advogado **Willer Tomaz**. A aeronave utilizada pertencia a empresários ligados à União Química.
A segunda viagem ocorreu em 1º de abril de 2025, com destino ao Rio de Janeiro. Neste caso, o jatinho utilizado pertencia a uma empresa ligada ao próprio advogado Willer Tomaz. O senador **Flávio Bolsonaro** declarou que ambas as viagens tiveram “finalidade pessoal e familiar”, mas não detalhou quem arcou com os custos das aeronaves.
Advogado nega favorecimentos
O advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, afirmou que não obteve qualquer tipo de favorecimento na administração pública. Ele declarou que os voos tiveram “caráter estritamente privado”, realizados no contexto de uma relação pessoal de amizade entre as partes e sem qualquer vínculo comercial ou contrapartida.
Documentos do Aeroporto de Brasília confirmam a entrada de Flávio Bolsonaro e sua esposa no terminal executivo em ambas as datas. No caso da viagem para a Flórida, a aeronave registrada em nome de uma empresa dos donos da União Química é um jato executivo de longo alcance com capacidade para 13 passageiros. O escritório de Willer Tomaz já atuou para a empresa em processos judiciais.
Outras viagens suspeitas
Os registros do terminal aéreo também indicam outras três entradas de Flávio Bolsonaro para viagens em aviões particulares, cujos destinos e aeronaves não puderam ser identificados pelos documentos. A proximidade entre o senador e o advogado Willer Tomaz se intensificou durante o governo de Jair Bolsonaro, mas Tomaz mantém relações com diversos políticos.
Em nota, o senador destacou a diferença entre suas viagens e as de outros políticos, citando o presidente Lula, e reiterou o caráter privado e familiar dos deslocamentos, sem contrapartidas ou relações com a administração pública. Willer Tomaz, por sua vez, reforçou o caráter pessoal e familiar dos voos, negando qualquer vínculo comercial ou prestação de serviços.
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