Freixo vai para o PT e troca pela segunda vez de partido em pouco mais de um ano

Indicado pelo presidente Lula para assumir a Embratur, deputado federal deixou o Psol em 2021 para disputar o governo do Rio de Janeiro

FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOMarcelo Freixo
Com a filiação, Freixo retorna ao Partido dos Trabalhadores cerca de 20 anos após ter deixado a sigla por divergências internas

O deputado federal Marcelo Freixo anunciou nesta quarta-feira, 4, sua saída do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). A troca de legenda acontece pela segunda vez em pouco mais de um ano. Em junho de 2021, Freixo saiu do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), sigla que integrava desde 2005, para concorrer ao cargo de governador no Rio de Janeiro – mas foi derrotado ainda no primeiro turno por Cláudio Castro (PL), que se reelegeu com 58,67% dos votos válidos. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para liderar a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Marcelo Freixo disse ser “muito grato” ao PSB e reforçou que a legenda cumpriu um importante papel na campanha no Rio de Janeiro. “Nos permitindo construir uma aliança histórica com legendas do campo progressista e do centro”, iniciou o parlamentar, em mensagem compartilhada no Twitter. Em outra publicação, o deputado afirmou que vai caminhar com o presidente Lula e o PT para “reconstruir o Brasil e cuidar de quem mais precisa”. A superação do bolsonarismo começa pelo Rio de Janeiro, seu Estado de origem. Por isso, junto com o PT do Rio de Janeiro, vamos fortalecer o trabalho de base, dialogando com os movimentos sociais, para ampliarmos nosso alcance na sociedade e elegermos candidatos comprometidos com a defesa da democracia”, declarou.

Com a filiação, Freixo retorna ao Partido dos Trabalhadores cerca de 20 anos após ter deixado a sigla por divergências internas. A mudança marca mais um capítulo na história política de Freixo, que tem se posicionado de forma controversa desde que deixou o Psol e passou a adotar uma postura menos radical. Em setembro de 2021, por exemplo, o deputado federal, que comandou a CPI das milícias e por diversas vezes se posicionou contra o modo de atuação da Polícia Militar, publicou uma foto de agentes com a bandeira do Brasil ao fundo, afirmando que a corporação não iria se unir “a baderna de quem quer que seja”. A publicação causou estranheza em seguidores e apoiadores do parlamentar, que chegaram a identificar semelhanças com peças e com o discurso da direita. Em outra publicação, essa feita no Twitter, o deputado disse que “governo do RJ precisa valorizar os policiais, pagar salários decentes e dar boas condições de trabalho para os agentes não terem que fazer bico para sustentar suas famílias”.

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