Silvinei Vasques preso no Paraguai: Detalhes da fuga e pontos em aberto
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi transferido para Brasília após ser preso no Paraguai, onde tentava embarcar para El Salvador com documentos falsos. A detenção ocorreu na sexta-feira, 26 de julho, e encerra um capítulo da sua tentativa de fuga do país, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A prisão em Assunção, capital paraguaia, e os preparativos para a fuga ainda são cercados de mistério, com diversas questões ainda sem resposta clara para a Polícia Federal e o STF.
Os preparativos para a fuga e a tornozeleira eletrônica
Silvinei Vasques, que usava uma tornozeleira eletrônica desde agosto de 2024, foi condenado no dia 16 deste mês por comandar blitzes ilegais em 2022, com o intuito de dificultar o voto de eleitores no Nordeste. Segundo a PF, o ex-diretor deixou sua residência em Santa Catarina na noite de quarta-feira, 24 de julho, antes que a tornozeleira parasse de funcionar. Os últimos registros indicam que ele saiu de seu condomínio por volta das 19h22, carregando um veículo alugado com itens para animais domésticos e um cachorro da raça pitbull. A PF, no entanto, não esclarece como o veículo foi alugado, como chegou à residência de Vasques, nem como o pagamento foi efetuado. Há também dúvidas sobre a troca de roupa do ex-diretor, que saiu de casa com um traje e foi preso com outro.
O sumiço da tornozeleira e o passaporte falso
Após a fuga de Silvinei Vasques, policiais constataram que o sinal da tornozeleira eletrônica apresentou falhas. O equipamento ficou sem sinal GPS por volta das 3h da manhã de quinta-feira, 25 de julho, e sem sinal GPRS às 13h do mesmo dia, possivelmente por descarregamento. A PF relatou ao ministro Alexandre de Moraes que ainda não é possível determinar como Vasques rompeu a tornozeleira e onde o equipamento foi deixado. No Paraguai, ele foi detido ao tentar embarcar para El Salvador usando documentos falsos em nome de Julio Eduardo. Após a confissão de que os documentos não eram seus, Silvinei foi expulso do país. Investigações brasileiras buscam identificar a origem dos documentos falsos e quem é o verdadeiro Julio Eduardo.
O mistério do cachorro e a declaração médica
Um dos detalhes que ainda intrigam as autoridades é o paradeiro do cachorro pitbull que acompanhava Silvinei Vasques no momento em que ele deixou sua residência. Não há informações se o animal foi levado ao Paraguai ou com quem foi deixado em Santa Catarina. Além disso, falta esclarecer como foi produzida a declaração que Silvinei apresentou à polícia paraguaia, alegando ter câncer na cabeça e incapacidade de falar. Esses pontos adicionais contribuem para o mistério em torno da fuga e da prisão do ex-diretor da PRF.
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