Gabinete de Zambelli já custou R$ 654,6 mil em 2026

Gabinete de Carla Zambelli acumula gastos milionários com verba pública

Desde que se ausentou do país em junho, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) já gerou um custo de R$ 654,6 mil para os cofres públicos. O valor, referente ao funcionamento de seu gabinete, pode ultrapassar R$ 1 milhão até 2026, caso seu mandato seja mantido.

A situação se torna ainda mais peculiar considerando que Zambelli foi presa na Itália em julho e, desde então, sua atividade parlamentar tem sido mínima. Apenas uma assinatura em apoio a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi registrada, demonstrando a drástica redução em sua atuação.

Assessoria afirma que gabinete segue em pleno funcionamento

Apesar da ausência física da parlamentar, a assessoria de Zambelli garante que o gabinete permanece ativo. “O fato de a parlamentar não estar presente não quer dizer que os assessores não tenham função”, declarou a equipe, ressaltando que atividades administrativas, acompanhamento de projetos e emendas, além de assessoria de imprensa e redes sociais, continuam sendo desempenhadas.

Atualmente, o gabinete conta com 12 funcionários ativos, e o custo mensal para mantê-lo em funcionamento gira em torno de R$ 130 mil. Cada parlamentar pode gastar até R$ 133.170,54 por mês para manter até 25 funcionários.

Perda de mandato e inelegibilidade

O cenário para Zambelli pode mudar drasticamente caso perca o mandato por faltas. Parlamentares do PL trabalham para que isso ocorra, o que, segundo estimativas, poderia acontecer apenas no final de fevereiro de 2026. Essa condição a isentaria do pagamento de oito anos de inelegibilidade, que seria aplicada em caso de cassação.

Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a dez anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Por determinação do STF, seu salário e o uso da cota parlamentar foram bloqueados, mas os suplentes puderam acessar esses recursos.

Suplentes e gastos extras

Durante a licença parlamentar de 127 dias de Zambelli, seus suplentes, Coronel Tadeu (PL-SP) e Missionário José Olímpio (PL-SP), utilizaram a cota parlamentar. Tadeu gastou R$ 43,1 mil, enquanto Olímpio desembolsou R$ 160 mil, além de salários proporcionais. No último mês como deputado, Olímpio gastou R$ 114 mil, a maior parte em divulgação de seu mandato.

Missionário José Olímpio também recebeu permissão da Câmara para realizar ajustes no gabinete de Zambelli em setembro, o que elevou o gasto mensal para um recorde de R$ 132,9 mil. A justificativa da assessoria é que o quadro de funcionários estava defasado antes dessas contratações.


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