O coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco/MPPB), Octávio Paulo Neto, disse hoje ao falar sobre a Operação Incoerência, que a investigação também apura a participação de movimentos tidos como “sociais” e de agentes políticos. Ele também pede à população que tenha informações sobre a prática que colabore com a investigação.
Ele explicou que a operação foi desencadeada pelas forças de segurança com o objetivo de se contrapor à expansão territorial das facções criminosas que atuam nos municípios.
A ação é resultado de investigações que revelaram que o tráfico de drogas e os crimes relacionados estariam sendo praticados por um grupo criminoso a partir da Comunidade Tito Silva, no bairro Miramar, com ramificações na comunidade Laranjeiras e nos bairros José Américo e Funcionários III.
A maioria dos mandados está sendo cumprida na Comunidade Tito Silva. Ao todo, participam quase 250 profissionais, divididos em 49 equipes da PM e Gaeco. Os mandados são relacionados a 54 pessoas, em 41 endereços.
Incoerência faz referência à forma como o grupo criminoso burlou os objetivos do “Programa João Pessoa Sustentável”, desenvolvido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, que oferecia aos moradores de áreas de risco duas opções: realocação para moradias oferecidas pela prefeitura ou indenização de R$ 115.000,00.
O grupo criminoso percebeu essa situação como uma oportunidade de obter retornos financeiros de forma ilícita e burlar os objetivos do programa, retirando moradores para ocupar as casas e receber as indenizações ou até mesmo alugando os imóveis desapropriados, causando medo entre os moradores que se opõem aos criminosos.
ParlamentoPB
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