Gleisi defende Lewandowski e mira oposição em crise do Master

Gleisi Hoffmann ataca oposição e defende Lewandowski em meio à crise do Master

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em um café da manhã com jornalistas, buscou **desviar o foco** do governo federal no escândalo envolvendo o Banco Master. Em um movimento estratégico, Hoffmann direcionou críticas aos adversários políticos, sugerindo que o impacto da crise pode ser maior para a oposição neste ano eleitoral. Apesar de tentar minimizar o envolvimento do Executivo, a ministra admitiu que o governo está **monitorando a situação com cautela**.

Defesa de Lewandowski e autonomia nas investigações

Gleisi Hoffmann saiu em defesa do ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, cujo escritório de advocacia foi contratado pelo Banco Master. Ela ressaltou que, antes de ingressar no governo, Lewandowski informou ao presidente Lula sobre as consultorias privadas que seu escritório prestava e que ele se afastaria dessas atividades. A ministra destacou que o próprio presidente do Master, Daniel Vorcaro, foi **preso na gestão de Lewandowski**, quando a Polícia Federal estava sob seu comando, para reforçar a ideia de que não houve interferência.

Hoffmann reiterou que o governo está atuando com **total autonomia nas investigações** e não tem nada a temer. Ela também exigiu que aqueles que acusam o governo da Bahia, comandado pelo PT, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, de envolvimento com o Master, apresentem provas.

Ataques direcionados à oposição e a Tarcísio

A ministra enfatizou que a tentativa de vincular o escândalo do Master ao governo Lula não procede, afirmando que a **maioria dos envolvidos em contratos** com o banco está em governos da oposição, como os do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Gleisi Hoffmann também questionou o financiamento de campanhas da oposição, mencionando que Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e **maior doador da campanha de Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas**, precisa explicar sua relação com o caso.

Apesar de ter sido questionada sobre a participação de Zettel como sócio em um resort com familiares do ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no STF, Gleisi Hoffmann evitou comentários, afirmando que **”não me cabe fazer isso”**, indicando a complexidade e a sensibilidade do escândalo em um ano eleitoral.


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