[Editado por: Marcelo Negreiros]
Em nota sob a autoria do subsecretário para Diplomacia Pública, Darren Beattie, o governo norte-americano afirmou principalmente que impôs “consequências há muito esperadas” contra o STF e o governo Lula “pelos ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio com os EUA”.
Nota diz que Trump seguirá “acompanhando de perto”
As declarações de Beattie fazem referência desse modo à decisão de Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. A medida tornou-se pública na última quarta-feira, 9. Se for adiante, ela entrará em vigor no dia 1º de agosto. Conforme o presidente norte-americano, a tarifa tem motivações tanto políticas quanto comerciais. A nota do Departamento de Estado afirma ainda que Washington seguirá “acompanhando de perto” os desdobramentos no Brasil.
“Tais ataques são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil”, diz o texto, em referência às ações do STF e do Executivo brasileiro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Darren Beattie ocupa cargo equivalente ao de secretário-adjunto no Departamento de Estado, responsável por interações diplomáticas e comerciais com outros países.
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República deveria apresentar as alegações finais em uma ação penal contra Bolsonaro, por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. O processo tem a condução do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Pouco depois da divulgação da nota norte-americana, o presidente Lula assinou o decreto que regulamenta a Lei de Reciprocidade. Esse mecanismo pode entrar em funcionamento pelo Brasil como resposta à elevação das tarifas comerciais pelos EUA.
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