Fim da greve nos hospitais universitários da Paraíba
A greve que paralisou os serviços nos hospitais universitários da Paraíba, incluindo o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) em João Pessoa e o Hospital Alcides Carneiro (HUAC) em Campina Grande, foi encerrada nesta quarta-feira, 8 de novembro. Após 10 dias de paralisação, o atendimento ao público foi normalizado a partir das 13h, conforme anunciado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares na Paraíba (Sindserh-PB).
Decisão Nacional Pondera Interesses
A decisão de finalizar a greve, embora não tenha atendido a todas as reivindicações da categoria na Paraíba, foi motivada pela maioria das bases sindicais em âmbito nacional. O diretor João Carlos Pita, do Sindserh-PB, destacou que o principal ponto de discórdia para a base paraibana foi a redação da cláusula referente ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Segundo ele, a interpretação do sindicato é que a proposta, como redigida, desconsidera conquistas anteriores dos servidores, o que levou à negação da proposta por parte da base local. No entanto, a deliberação majoritária nacional prevaleceu, determinando o fim da greve também na Paraíba.
Acordo e Benefícios Conquistados
O acordo que pôs fim à greve foi estabelecido no âmbito da conciliação processual em curso no Tribunal Superior do Trabalho. Entre os termos acordados, destacam-se o reajuste salarial com aplicação de 100% do INPC (inflação do período a partir de junho de 2026), o auxílio-alimentação também reajustado pelo INPC, e a assistência médica/odontológica, auxílio-escolar e auxílio à pessoa com deficiência, todos igualmente corrigidos pelo índice oficial de inflação. A proposta também aborda temas relevantes como prevenção e combate ao assédio, ações afirmativas, proteção à mulher, licenças maternidade e paternidade, além de regras para férias e licença para acompanhamento de dependentes.
Abono de Faltas e Compensação
Em relação aos dias paralisados durante a greve, o Sindserh-PB informou que 50% das faltas serão abonadas, e os outros 50% serão compensados. Essa compensação ocorrerá dentro da jornada devida, em conformidade com o que já está previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente para o banco de horas. A retomada dos serviços nos hospitais universitários marca o fim de um período de mobilização que buscou garantir melhores condições de trabalho e salariais para os servidores.
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