Grupo Refit é acusado de lavar US$ 200 milhões em offshore nos EUA

Grupo Refit sob mira: Lavagem de US$ 200 milhões e sonegação fiscal em foco

O Ministério Público deflagrou a Operação Poço de Lobato, que tem como alvo principal o Grupo Refit, atuante no setor de combustíveis. As investigações apontam para um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, envolvendo a movimentação de cerca de US$ 200 milhões em offshores localizadas nos Estados Unidos. A empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações.

Fundos de investimento como ferramenta de fraude

De acordo com as apurações, o grupo teria utilizado fundos de investimento como um dos pilares de suas operações fraudulentas. Essas estruturas financeiras teriam sido empregadas em diversas etapas da cadeia de combustíveis, desde a aquisição de créditos de distribuidoras até o financiamento de novas operações e a expansão de negócios, incluindo investimentos em refinarias. A investigação sugere que esses fundos foram essenciais para centralizar capital e viabilizar as atividades ilícitas.

Emissão de notas fiscais fraudulentas e comando unificado

Um dos pontos cruciais da investigação reside na forma como as notas fiscais eram emitidas. Perícias indicam que havia um “comando unificado à distância”, orquestrado por uma empresa de tecnologia. Essa central de tecnologia utilizava servidores próprios para gerar notas fiscais falsas para diversas distribuidoras, caracterizando uma fraude em larga escala. Essa prática, segundo o inquérito, reforça a hipótese de um complexo esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Ricardo Magro é apontado como líder de organização criminosa

A juíza responsável pelo caso teria classificado Ricardo Magro, figura ligada ao grupo, como o “líder” de uma organização criminosa. A acusação é de que ele seria o principal articulador de um esquema que teria sonegado aproximadamente R$ 26 bilhões. As ações do grupo Refit, agora sob escrutínio da Operação Poço de Lobato, levantam sérias questões sobre a integridade do setor de combustíveis e a eficiência dos mecanismos de fiscalização.


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