Jorge Messias, indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), tem um perfil que mescla sua atuação jurídica com uma forte ligação com o meio evangélico, buscando se posicionar como um ‘terrivelmente pacificador’. Sua nomeação para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso marca um momento crucial na articulação política do governo, especialmente na aproximação com o eleitorado religioso.
A Trajetória de um ‘Leal e Maduro’
Jorge Rodrigo Araújo Messias, atual Advogado-Geral da União (AGU), foi formalmente indicado por Luiz Inácio Lula da Silva para compor o STF. Com 46 anos, diácono da Igreja Batista e originário de Pernambuco, Messias construiu sua carreira jurídica com passagens pelo setor público e privado, incluindo o movimento sindical. Sua trajetória no governo Lula remonta aos tempos da presidente Dilma Rousseff, onde ocupou diversas posições estratégicas, como subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência. Lula o considera um nome de **confiança pessoal**, **leal** e **maduro** para a Corte, evitando assim apostas de risco.
Ponte com o Mundo Evangélico
A **crença evangélica** de Messias tem sido um trunfo na estratégia de Lula para reconquistar a confiança de um segmento do eleitorado que, segundo pesquisas, demonstra resistência ao governo do PT. Messias tem intensificado sua atuação em eventos e reuniões com lideranças religiosas, buscando estreitar laços e apresentar as pautas do governo. Apesar de ter sido **vaiado na ‘Marcha para Jesus’** em 2023 ao mencionar o nome de Lula, ele não desistiu, articulando encontros importantes, como o realizado em outubro do ano passado com o bispo Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus-Ministério Madureira.
O ‘Pacificador’ em Cena
Apesar de ter sido alvo de polêmicas, como a divulgação de um grampo telefônico em 2016 que o associava a Dilma Rousseff e Lula, e de sua atuação na AGU ter sido questionada em relação a um alerta sobre o sindicato do irmão de Lula, Messias se define como um **’terrivelmente pacificador’**. Essa declaração é uma alusão direta à expressão usada por Jair Bolsonaro ao indicar André Mendonça ao STF, buscando se posicionar como um contraponto. Messias enfatiza que em sua porta ‘não tem ideologia’ e que seu trabalho é **construir pontes**, minimizando divergências, inclusive aquelas que surgiram em relação à sua indicação em detrimento de outros nomes, como Rodrigo Pacheco.
Para ser efetivado no cargo, Messias precisará passar pela **sabatinas no Senado Federal**, onde buscará o apoio de pelo menos 41 senadores. Sua indicação, embora enfrente desafios políticos, conta com o apoio de ministros do STF e a articulação do governo, que vê nele um nome capaz de **fortalecer a relação com o segmento evangélico** e atuar de forma conciliadora na mais alta Corte do país.
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