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"title": "Juíza condena ortopedista a 6 anos por 'furar fila' do SUS com propina",
"subtitle": "Médico cobrava até R$ 6.500 por cirurgias gratuitas, em esquema que explorava a fragilidade de pacientes. Ele foi preso em flagrante.",
"content_html": "<h1>Juíza condena ortopedista a 6 anos por 'furar fila' do SUS com propina</h1>nn<h2>Médico cobrava até R$ 6.500 por cirurgias gratuitas, em esquema que explorava a fragilidade de pacientes. Ele foi preso em flagrante.</h2>nn<h3>O esquema de corrupção</h3>nn<p>A juíza Vanessa D’Arcangelo Ruiz Paracchini, da 2.ª Vara Criminal de Toledo, no Oeste do Paraná, condenou o ortopedista Adilson Cleto Bier a seis anos de prisão em regime fechado por seis atos de corrupção. Bier foi acusado de **cobrar propina de pacientes para realizar cirurgias que são gratuitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)**. Os valores cobrados chegavam a R$ 6.500.</p>nn<p>A magistrada destacou que o médico se **"valeu do exercício de função pública para solicitar dinheiro da vítima em momento de extrema necessidade e fragilidade"**. Em um dos casos, um jogador de futebol foi explorado, pagando R$ 4 mil para ter o procedimento antecipado. A juíza ressaltou que a conduta do réu revela **"gravidade acentuada"**, pois ele explorou a vulnerabilidade física e emocional do paciente.</p>nn<h3>O flagrante e as investigações</h3>nn<p>Adilson Bier foi preso em flagrante em 17 de dezembro de 2015 por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A prisão ocorreu após a **solicitação e recebimento de R$ 4.600 de uma paciente** para uma cirurgia no joelho. A vítima, M. J. B. S., denunciou o caso após o médico reiterar a solicitação.</p>nn<p>Em outro caso, Bier foi acusado de solicitar R$ 4 mil para antecipar uma cirurgia de artroplastia total primária do joelho e, posteriormente, mais R$ 5 mil para uma cirurgia de quadril da mesma paciente. A vítima relatou que o médico explicou que o pagamento era **"para não ficar na fila"** e que a cirurgia particular custaria R$ 13 mil. Ela pagou os valores em dinheiro, sem receber recibos.</p>nn<h3>A defesa e a sentença</h3>nn<p>A defesa de Adilson Bier alegou que os procedimentos eram particulares e que o SUS não cobria certas técnicas ou materiais. Testemunhas arroladas pela defesa afirmaram que realizaram cirurgias pelo SUS sem qualquer cobrança adicional. No entanto, a juíza considerou que **as provas documentais e testemunhais comprovaram a prática criminosa**.</p>nn<p>A magistrada enfatizou que o pagamento em dinheiro em espécie, sem registro formal, reforça o caráter clandestino e ilícito da cobrança. A ausência de recibos ou notas fiscais afasta a tese de procedimento particular, demonstrando que os valores estavam vinculados a cirurgias realizadas pelo SUS, em **flagrante violação às normas que asseguram a gratuidade integral do sistema público de saúde**.</p>nn<p>Adilson Bier já havia sido condenado em ação cível a restituir mais de R$ 53 mil, perder a função pública, ser descredenciado do SUS, ter seus direitos políticos suspensos por oito anos, pagar multa de R$ 107.573,64 e ser proibido de contratar com o poder público. A condenação criminal agora reforça a gravidade de seus atos.</p>"
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