Deputada pede apuração de indícios de conflito de interesses e violação ética
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) protocolou uma representação no Conselho de Ética da Presidência da República contra o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. O pedido visa apurar supostos “indícios de conflito de interesses, captura de função pública e violação aos deveres de integridade da Alta Administração, vínculos com o Banco Master e grupo econômico correlato”, conforme obtido pela Coluna do Estadão.
Escritório de Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Banco Master
As investigações giram em torno do envolvimento de Lewandowski com o Banco Master. O escritório de advocacia da família do ex-ministro, que também presidiu o Supremo Tribunal Federal (STF), foi contratado pelo banco em 2023, com um contrato previsto para durar até agosto de 2025. Durante esse período, o escritório receberia R$ 5 milhões pela prestação de consultoria jurídica. A informação, divulgada pelo portal Metrópoles, indica que o contrato ainda estaria em vigor quando Lewandowski assumiu o cargo de ministro.
Lula defende Lewandowski e nega irregularidades
Em defesa ao ex-ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Lewandowski deixou o contrato com o Banco Master ao ser convidado para integrar o governo. “O Lewandowski é um dos maiores juristas que este País já produziu. E todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja com qualquer dificuldade. E o Lewandowski tinha deixado a Suprema Corte, ele fez um contrato para trabalhar no banco. Quando eu o convidei para vir, ele saiu do banco. Sabe, não tem problema nenhum. Todo mundo trabalha para alguma empresa neste País”, declarou Lula ao UOL News.
Deputada exige detalhamento do vínculo com o banco
A deputada Júlia Zanatta requer que o Conselho de Ética notifique Ricardo Lewandowski para que apresente uma “descrição detalhada do vínculo com o Banco Master e/ou empresas do grupo”, incluindo os “períodos de vigência, valores, forma de pagamento e notas/contratos”. Além disso, solicita informações sobre “eventuais contatos institucionais mantidos com representantes do grupo durante e após o exercício do cargo público” e uma “declaração sobre eventual intermediação política para contratação/indicação”.
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