Justiça da PB determinou mais de uma vez a internação do homem que morreu ao invadir recinto de leoa em João Pessoa | G1

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"title": "Justiça da PB já havia determinado internação de homem que morreu ao invadir jaula de leoa",
"subtitle": "Decisões judiciais indicaram necessidade de tratamento psiquiátrico, mas rede de atenção enfrenta desafios.",
"content_html": "<h2>Justiça da PB determinou internação do homem que invadiu jaula de leoa em João Pessoa</h2>nn<p>A tragédia ocorrida em João Pessoa, onde um homem morreu após invadir o recinto de uma leoa no zoológico, expõe falhas na rede de saúde mental. A Justiça da Paraíba já havia determinado, em mais de uma ocasião, a <b>internação</b> do indivíduo, identificado como Gerson de Melo. No entanto, o tratamento ambulatorial foi considerado insuficiente pelas autoridades judiciais, conforme aponta uma decisão à qual o <b>g1</b> teve acesso.</p>nn<h3>Histórico de vulnerabilidade e internações determinadas pela Justiça</h3>nn<p>Gerson de Melo possuía um <b>histórico de vulnerabilidade</b> social e psiquiátrica. Ele foi criado sob responsabilidade do Conselho Tutelar após a mãe perder o poder familiar devido a um quadro grave de esquizofrenia. A própria avó de Gerson também apresentava problemas mentais, indicando um histórico familiar complexo. A <b>Justiça da PB</b>, ciente da gravidade de seu quadro, buscou determinar medidas mais eficazes para seu tratamento, incluindo a <b>internação</b>, reconhecendo que o acompanhamento ambulatorial não era suficiente para garantir sua segurança e bem-estar.</p>nn<h3>Desafios da Rede de Atenção Psicossocial (Raps)</h3>nn<p>A terapeuta ocupacional Thaís Munholi, especialista em saúde mental, ressalta os <b>desafios enfrentados pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps)</b> para funcionar plenamente. A Lei da Reforma Psiquiátrica, que visa a desinstitucionalização, esbarra em obstáculos como a <b>quantidade insuficiente de residências terapêuticas</b> e a falta de profissionais qualificados. Munholi menciona a dificuldade de acesso aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em áreas periféricas, a ausência de grupos de promoção de saúde mental na atenção primária e a desvalorização de práticas integrativas. Além disso, a <b>não estruturação de serviços de acolhimento à crise</b>, como o Pronto Atendimento em Saúde Mental (Pasm) e leitos em hospitais gerais, agrava o cenário.</p>nn<h3>O caso Gerson e a falta de albergues</h3>nn<p>A conselheira tutelar Verônica Oliveira, que acompanhou Gerson por anos, lamentou a <b>ausência de albergues</b> na cidade, que poderiam oferecer um espaço de acolhimento e desenvolvimento de autonomia. Ela explicou que, após completar 18 anos e sair do acolhimento institucional, Gerson foi "entregue à própria sorte" e acabou entrando no sistema prisional. O laudo confirmando a esquizofrenia só foi emitido após ele ingressar no sistema socioeducativo, momento em que, segundo a conselheira, "já era tarde demais". A <b>Justiça da PB</b> tentou intervir, mas as medidas pareciam insuficientes diante da complexidade do caso e das limitações da rede de apoio.</p>"
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