Justiça Manda Prender 8 Vereadores Por Desvios no Maranhão

Oito vereadores de Turilândia, no Maranhão, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. A decisão, tomada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, ocorreu devido ao descumprimento de medidas cautelares impostas em dezembro passado, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados na Operação Tântalo II.

Esquema milionário sob suspeita

Os parlamentares são acusados de integrarem um complexo esquema de corrupção no município, localizado a cerca de 150 km de São Luís. Segundo o Ministério Público estadual, o esquema teria desviado aproximadamente R$ 56 milhões dos cofres públicos, com foco principal na área da Saúde. O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), apontado como o líder da organização criminosa, é suspeito de reter para si a impressionante quantia de 90% dos valores desviados.

A prisão dos vereadores ocorreu após um requerimento do Ministério Público do Maranhão, que apontou o “descumprimento reiterado de medidas cautelares”. O documento, assinado pelo procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, foi protocolado na última sexta-feira, 6. As medidas cautelares incluíam a comunicação estritamente restrita entre os vereadores e apenas para assuntos parlamentares em dias úteis, além da proibição absoluta de contato com outros investigados.

Operação Tântalo II e o interventor

A segunda fase da Operação Tântalo II, deflagrada em dezembro, já havia levado à prisão do prefeito Paulo Curió, um secretário, empresários e os onze vereadores do município. Durante as buscas naquela ocasião, promotores apreenderam uma grande quantidade de dinheiro em espécie, estimada inicialmente em R$ 5 milhões. O nome da operação, inspirado na mitologia grega, simboliza a frustração de obter recursos que não trazem benefícios reais à população.

Diante da gravidade das acusações e do cenário de instabilidade administrativa, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou na última segunda-feira, 9, a nomeação do defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo como interventor de Turilândia. A intervenção estadual foi aprovada por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.

Silêncio e investigações em andamento

No dia 8 de janeiro, os onze vereadores do município optaram por permanecer em silêncio durante audiência conduzida pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) maranhense, invocando o “direito de permanecer em silêncio”. As investigações continuam para apurar a extensão do esquema e a participação de todos os envolvidos nos supostos desvios que prejudicaram a saúde pública do município.


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