Justiça Paraibana Condena Grupo por Notas Falsas de R$ 200

Grupo criminoso desmantelado: 7 anos de prisão por notas falsas de R$ 200

A Justiça Federal na Paraíba proferiu condenações de 7 anos de prisão para três homens envolvidos em um esquema audacioso de introdução de notas falsas de R$ 200 no mercado. Os crimes pelos quais foram sentenciados são de introdução de moeda falsa e associação criminosa. O grupo utilizava uma tática engenhosa para enganar comerciantes e obter lucro ilícito.

Como funcionava o esquema de notas falsas de R$ 200

A estratégia do grupo consistia em selecionar lojas movimentadas, especialmente em shoppings, para realizar compras de baixo valor. Utilizando as notas falsas de R$ 200, eles adquiriam produtos e, com isso, recebiam o troco em dinheiro verdadeiro. Essa prática visava maximizar o retorno em espécie, aproveitando-se da circulação rápida de cédulas em estabelecimentos comerciais. Um dos episódios detalhados pela Justiça ocorreu em 25 de setembro de 2023, em Campina Grande, onde sete cédulas falsas foram introduzidas em circulação em um curto período, abrangendo lojas de fast food, chocolates, restaurantes, farmácias e perfumarias.

Prisão em flagrante e investigação ampliada

O esquema foi interrompido após a prisão em flagrante de um dos integrantes em um dos estabelecimentos. Imagens de segurança registraram o momento em que o veículo utilizado pelo grupo se evadiu do local, mas os suspeitos foram posteriormente identificados. A Polícia Federal, acionada para perícia, confirmou que as notas falsas de R$ 200 eram produzidas por impressão a jato de tinta e possuíam simulações de fio de segurança, marca d’água e elementos fluorescentes, apresentando qualidade suficiente para enganar o usuário comum, longe de ser uma falsificação grosseira. A investigação, com a apreensão de celulares, revelou que o grupo atuava não apenas em Campina Grande e João Pessoa, na Paraíba, mas também em Natal e Caicó, no Rio Grande do Norte. As notas falsas apreendidas serão inutilizadas e encaminhadas ao Banco Central para destruição. As investigações também apontaram que os réus utilizavam disfarces para dificultar a identificação por câmeras de segurança e que foram analisadas movimentações financeiras suspeitas, incluindo transferências via PIX entre os envolvidos. O processo, que tornou os três homens réus em outubro do ano passado, agora culmina com a condenação e início do cumprimento da pena.


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