Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, sinaliza estratégia para 2026, ano eleitoral, e defende o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como potencial candidato.
Congresso terá menos projetos em 2026, segundo líder do PT
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), adiantou que o governo federal pretende reduzir o envio de projetos ao Congresso Nacional em 2026, ano de eleições presidenciais. Segundo ele, a prioridade será focar em temas considerados decisivos, como a proposta de redução da jornada de trabalho, conhecida como 6×1, e a implementação da “tarifa zero” no transporte público. “Para esse próximo ano, pessoal, eu vou dizer uma coisa a vocês: é um ano eleitoral, é um ano que a gente não vai querer acionar tanto o Parlamento”, declarou Lindbergh em café da manhã com jornalistas em Brasília.
Farias explicou que a intenção é concentrar esforços em pautas essenciais, pois o ambiente político estará dominado pelas disputas eleitorais. “Eu acho que, só em temas que são decisivos. Nós colocamos um aqui, que é 6×1, colocamos tarifa zero, mas não temos muita ilusão de que é um ano que a gente vai ter muita margem de manobra para aprovar projetos de todo tipo. Nem é nosso interesse”, afirmou. Ele acrescentou: “Então, a gente só vai mandar para cá projetos que são extremamente necessários, porque a gente sabe que o ambiente eleitoral vai estar tomando conta da disputa. Para falar a verdade, já tomou esse semestre”.
Haddad é defendido como candidato forte para 2026
Em outro ponto da entrevista, Lindbergh Farias expressou forte apoio à candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para as eleições de 2026. O líder petista argumentou que o partido não pode se dar ao luxo de não contar com Haddad na disputa, considerando-o uma das maiores forças do PT. “Eu só posso dizer uma coisa aqui: nós não podemos nos dar o luxo de não ter Haddad disputando o processo eleitoral. Porque a gente vai ter que ir com toda a nossa força. Então, aqui não é qualquer coisa, e Haddad é uma das maiores forças que a gente tem”, disse.
Farias reconheceu divergências anteriores com Haddad, como sobre o arcabouço fiscal, mas enalteceu suas qualidades. “Ele é um dos maiores quadros que a gente tem, é um dos quadros extraordinários que a gente tem. Claro, tem sempre o que ele prefere, mas, com certeza, ele é uma peça eleitoral, para a gente, muito importante.” A declaração surge em meio a informações de que Haddad pretende deixar o Ministério da Fazenda para se dedicar à campanha de reeleição do presidente Lula, embora ele não tenha demonstrado interesse em concorrer a cargos.
Redução da jornada e tarifa zero como bandeiras centrais
As bandeiras da redução da jornada de trabalho e da tarifa zero foram destacadas por Lindbergh Farias como eixos centrais da campanha petista para 2026. Ele ressaltou que a pauta da jornada de trabalho, atualmente em tramitação como Proposta de Emenda à Constituição (PEC), não necessita desse formato para ser aprovada. “Não é necessário PEC para aprovar a jornada”, pontuou. A escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho contínuos seguidos por um de descanso, tem sido objeto de debate e críticas, e sua extinção é vista como uma prioridade pelo partido.
A tarifa zero, que propõe o fim da cobrança de passagens no transporte público, também surge como uma proposta de forte apelo social e eleitoral. Lindbergh Farias encerra seu mandato como líder do PT na Câmara neste mês, sendo substituído por Pedro Uczai (PT-SC). A definição sobre o papel de Haddad em 2026, seja como candidato ou em outra função estratégica, dependerá de conversas entre o ministro e o presidente Lula, conforme indicou o líder petista.
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