Linfoma: Jovem de 20 anos relata meses de sintomas ‘comuns’ antes do diagnóstico

Jovem paraibana de 20 anos compartilha sua jornada até o diagnóstico de linfoma, alertando sobre a importância de não ignorar sintomas persistentes.

O diagnóstico de linfoma de Hodgkin em estágio 2 chegou para Maisy, uma estudante paraibana de 20 anos, após meses de sintomas que ela e outros consideraram comuns. Cansaço extremo, oscilações de peso e o aparecimento de gânglios foram parte de um percurso que, segundo especialistas, pode ser confundido com problemas passageiros.

O alerta inicial e a normalização dos sinais

Tudo começou com um inchaço nos olhos em maio de 2025. Maisy buscou uma oftalmologista, que diagnosticou uma inflamação em um gânglio e prescreveu uma pomada. O sintoma cedeu, e a vida seguiu. Meses depois, em agosto, uma pequena bolinha no pescoço chamou sua atenção. Após dois ciclos de anti-inflamatório sem melhora, manchas nas pernas surgiram em setembro, aumentando a confusão e a angústia.

“Foi confuso e angustiante. Ao mesmo tempo que havia um ‘alívio’ por não ser algo grave naquele momento, também existia a frustração de não ter respostas. A incerteza cansa mais do que o diagnóstico em si”, relatou Maisy. A situação ganhou um novo peso dentro da sala de aula, onde um professor, durante um atendimento clínico, percebeu que não se tratava de um único caroço, mas de vários gânglios visíveis no pescoço. A orientação foi imediata: interromper o atendimento e realizar uma ultrassonografia.

Diagnóstico tardio e o início do tratamento

Em dezembro de 2025, após uma biópsia, a confirmação: linfoma de Hodgkin, em estágio 2, com acometimento no pescoço, clavícula e tórax. “Passou um misto de sentimentos: medo, choque e muitos ‘e se…’. Pensei no tempo em que normalizei sinais, mas entendi que não adiantava me culpar. O mais importante era finalmente saber o que estava acontecendo e começar o tratamento. Doença não escolhe idade!”, alertou.

O tratamento, iniciado em 30 de dezembro, inclui dois ciclos de quimioterapia, seguidos de 25 sessões de radioterapia. A estudante afirma seguir tranquila, apoiada em seus conhecimentos da graduação e na fé.

Quando os sintomas do linfoma não podem ser ignorados

Segundo a hematologista Tamíris Baptista, os sintomas de Maisy são comuns e, na maioria das vezes, ligados a infecções. No entanto, a persistência dos sintomas é um ponto de alerta crucial. “A avaliação é fundamental quando esses sinais não desaparecem e começam a vir acompanhados de outros sintomas sistêmicos”, orienta a médica.

A especialista explica que, embora o linfoma de Hodgkin tenha um pico entre 15 e 40 anos, a medicina não é exata e outros fatores podem influenciar. A médica ressalta que quando os gânglios permanecem aumentados por mais de duas semanas, especialmente se associados a febre, fadiga ou perda de peso, a investigação médica se torna necessária. Outros sinais como suor noturno excessivo, tosse ou dificuldade para respirar também podem indicar a necessidade de atenção médica. Observar e investigar mudanças no corpo é essencial para um diagnóstico mais precoce.


Descubra mais sobre MNegreiros.com

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Comente a matéria:

Rolar para cima