Presidente articula alianças para garantir mais espaço no Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está empenhado em formar palanques fortes para as próximas eleições, com um foco especial em aumentar a representatividade do governo no Senado Federal. Para isso, o presidente tem conversado com aliados próximos, incluindo ministros de seu governo, para convencê-los a disputar cadeiras na Câmara Alta. O objetivo é consolidar o apoio ao governo e garantir uma base mais sólida para futuras articulações políticas.
Gleisi Hoffmann e Haddad no radar
Uma das articulações mais notáveis envolve a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Inicialmente com planos de concorrer à reeleição na Câmara, Gleisi aceitou o pedido de Lula para se candidatar ao Senado pelo Paraná. Essa mudança visa fortalecer a chapa governista no estado, contando com a experiência da ministra para uma disputa mais competitiva. A ministra confirmou sua pré-candidatura em suas redes sociais, posando ao lado do presidente.
Outro nome em pauta é o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Lula já expressou publicamente o desejo de vê-lo como candidato, inicialmente ao Senado. Contudo, com a ausência de um nome competitivo para o governo de São Paulo, a possibilidade de Haddad disputar o governo paulista ganhou força. O presidente busca convencer o ministro a aceitar essa missão, embora a decisão final ainda não tenha sido tomada.
Outros ministros e nomes tradicionais na corrida
A movimentação de Lula não se restringe a Gleisi e Haddad. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, tem recebido convites para trocar de partido e também foi sondada por Lula para uma candidatura ao Senado, com possíveis disputas no Mato Grosso do Sul ou em São Paulo.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também negocia sua candidatura ao Senado, com conversas avançadas com o PT e o PSOL, sendo São Paulo um dos estados cogitados. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que negocia com Lula sua candidatura ao Senado pela Bahia, onde o PT pretende lançar uma chapa pura.
Nomes como Benedita da Silva (RJ) e Fátima Bezerra (RN) também são cotados para o Senado, reforçando a estratégia do PT de apostar em figuras experientes. Essa estratégia, segundo relatos, é uma resposta à preocupação do partido com o avanço do PL, partido de Jair Bolsonaro, que busca ampliar sua bancada no Senado, visando, inclusive, aprovar um processo de impeachment contra ministros do STF.
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