Até há algumas semanas, via-se que, além de não ter estratégia, o presidente Lula enveredava para o caminho da gastança.
Não há nada de errado nas contas externas, como no passado, que provoque corrida ao dólar. A balança comercial vem produzindo resultados exuberantes, o déficit em Transações Correntes encaminha-se para zero. E há reservas externas de US$ 355,5 bilhões. O dólar avança no mercado interno por quebra da confiança na condução da política fiscal.

Presidente da Republica, Luiz Inacio Lula da Silva, durante a sessao de abertura do Fórum de Investimentos Prioridade 2024 do Instituto da Iniciativa de Investimentos Futuros (FII Institute). Foto: Ricardo Stuckert / Presidencia da Republica
A consequência imediata é a alta da inflação a partir do encarecimento dos produtos importados e dos cotados em moeda estrangeira. Esse avanço já ficou claro no custo de vida de maio e passou a pressionar o Banco Central para uma parada no ritmo de queda dos juros ou, mesmo, para voltar a aumentá-los.
Essa nova fonte de tensões levou as lideranças dos empresários a reagir de maneira agressiva, como a manifestada por Rubens Ometto no início desta semana, e aumentou as fontes de pressão contra o governo no Congresso.
O problema não são os movimentos atabalhoados do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na condução da medida provisória inconstitucional do PIS-Cofins, mas o jogo temerário do presidente Lula na sua política fiscal.
Falta saber se o governo está disposto a corrigir seu atual rumo fiscal ou se vai dobrar sua aposta na desarrumação das contas públicas para tentar conquistar a boa vontade ilusória do eleitor.
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