Lula: Isenção de IR é ‘quase um 14º salário’ e pode impulsionar consumo

Lula celebra isenção de Imposto de Renda como ‘quase um 14º salário’

Mudança na tributação visa reduzir desigualdades e estimular economia, diz presidente

Um passo decisivo contra a desigualdade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a nova política de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até dois salários mínimos como um avanço significativo, comparando o benefício a um ‘quase um 14º salário’. Em pronunciamento, Lula destacou que a medida é um passo crucial para combater a profunda desigualdade social que marca o Brasil. Ele ressaltou que, atualmente, trabalhadores que ganham até R$ 5 mil pagam uma alíquota de IR que pode chegar a 27,5%, enquanto pessoas que vivem de renda pagam, em média, apenas 2,5%.

Lula criticou veementemente essa disparidade, afirmando que é ‘inaceitável’ que uma professora, um policial ou uma enfermeira paguem proporcionalmente mais impostos do que indivíduos com alto patrimônio, que possuem carros importados, jatinhos e dinheiro no exterior. Para o presidente, essa correção na tributação é essencial para transformar a realidade do país, sendo este apenas o primeiro de muitos passos a serem dados.

Consumo e Copa do Mundo em pauta

O presidente vislumbra que o dinheiro liberado pela isenção do Imposto de Renda poderá ser utilizado de diversas formas pelos brasileiros, impulsionando o consumo. Como exemplo, ele mencionou a possibilidade de que muitos aproveitem a renda extra para adquirir uma TV nova, especialmente com a proximidade de eventos esportivos como a Copa do Mundo. Essa injeção de recursos na economia, segundo Lula, contribui para o crescimento e a melhora da qualidade de vida da população.

Conquistas e o futuro do Brasil

Durante o pronunciamento, Lula fez um balanço das conquistas de seu mandato, citando o retorno do Brasil ao grupo das dez maiores economias do mundo, o aumento real do salário mínimo e o fortalecimento do Plano Safra e da agricultura familiar. Ele reafirmou que, apesar de a desigualdade no Brasil ser a menor de sua história, o país ainda figura entre os mais desiguais do planeta. A reformulação do IR, portanto, surge como uma ferramenta estratégica para a construção de um país mais justo e com oportunidades para todos.


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