Lula pressiona Toffoli sobre caso Master: Relatoria ou STF?

Lula pressiona Toffoli sobre caso Master: Relatoria ou STF?

Presidente sugere que ministro pode ter que deixar caso ou a Corte para evitar ‘contaminação’ do governo.

Toffoli se defende e alega desconhecimento sobre ligações de empresário

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento contundente sobre a situação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e sua relatoria no caso Master. Lula indicou que Toffoli deveria se afastar da relatoria do caso ou até mesmo deixar o STF, argumentando que a permanência em ambas as posições poderia **contaminar o governo federal**. A declaração surge em meio a investigações que apontam para possíveis ligações de autoridades com fraudes no sistema bancário, o que levou o caso Master ao STF devido à prerrogativa de foro de deputados e senadores envolvidos.

O ministro Dias Toffoli, por sua vez, negou veementemente qualquer relação pessoal com o empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de outro empresário investigado, e também desmentiu ter recebido recursos dele. Toffoli admitiu, contudo, ser sócio da empresa Maridt, que possuía participação em um resort. Segundo o ministro, a empresa vendeu sua fatia no negócio em 2021, e, à época, **ninguém tinha conhecimento das ligações do empresário com falcatruas**. Ele ressaltou que a Maridt é uma empresa familiar, administrada por seus irmãos, e que todas as transações foram devidamente declaradas à Receita Federal.

Congresso pressiona por CPI e quebra de sigilo de Toffoli

A polêmica envolvendo Dias Toffoli e o caso Master tem gerado forte repercussão no Congresso Nacional. Parlamentares têm articulado a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e pressionam pela quebra de sigilo do ministro. A situação de Toffoli é vista por alguns como um **potencial escândalo** que poderia atingir a alta cúpula do Judiciário e, por extensão, o Executivo. A discussão sobre a possibilidade de um ministro do STF ter participação em empresas e as implicações legais disso também ganha força, com juristas analisando o que a lei diz sobre o assunto.

Outras declarações e reuniões ministeriais marcam a semana

Enquanto o caso Toffoli domina parte do noticiário, outras declarações e reuniões de figuras políticas chamam atenção. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez uma comparação dura, afirmando que, no Japão, alguém envolvido em um caso semelhante ao de Toffoli **’teria se suicidado’**. Em outra frente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, descartou a definição de um favorito para a vaga de vice em sua chapa, indicando que a decisão sobre a candidatura ao Senado será baseada em pesquisas. Tarcísio também se reuniu com ministros do STF, defendendo a adoção da prisão domiciliar, considerada por ele como uma medida factível.

O presidente Lula também se reuniu com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fora da agenda oficial, e pediu rigor nas apurações envolvendo bancos e casas de apostas. A demanda por **transparência e rigor** nas investigações parece ser um tema recorrente, refletindo a sensibilidade do momento político e judicial.


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