Lula reage a crítica de Flávio Bolsonaro com ironia sobre Jair Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com bom humor e ironia a uma crítica feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que comparou o petista a um “Opala velho”. Lula, durante um evento da caravana federativa no Rio de Janeiro, usou a comparação para alfinetar o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele “está no desmanche”.
“Outro dia, o filho do Bolsonaro falou: ‘O Lula é um Opala velho’. Quando ele fala assim, não me ofendo. Tive um Opala 94 turbinado. Se ele conhecesse, não falava. Ele fala porque o Opala dele é o pai dele, que está no desmanche. Ele não sabe o que é um Opala turbinado”, declarou o presidente.
Críticas de Flávio Bolsonaro e resposta de Lula sobre saúde e preparo físico
A declaração de Lula faz referência a comentários anteriores de Flávio Bolsonaro. Em 2 de fevereiro, o senador comparou Lula a um “Chevrolet Opala velho”, descrevendo o petista como “retrógrado, atrasado e ultrapassado”. Dias depois, em 11 de fevereiro, Flávio voltou a usar a analogia do carro, acrescentando que Lula “ainda bebe para caramba”.
Lula, que tem 80 anos, aproveitou para falar sobre sua própria saúde e disposição. Ele mencionou que sua esposa, a primeira-dama Janja, costuma filmá-lo se exercitando. Em resposta a críticas sobre sua idade e atividades físicas, o presidente disse: “Esses dias eu estava fazendo ginástica, a Janja filmou e um babaca (falou): ‘ele não pode fazer isso, porque eu tenho 45 e não consigo fazer, ele tem 80’. Treine, seu p*to. Treine, se prepare, beba menos e trabalhe para ver como se faz”.
Lula critica gestão de hospitais e operações em favelas
Além das farpas com a família Bolsonaro, o presidente também criticou a gestão de hospitais federais no Rio de Janeiro, que teriam ficado “nas mãos da família Bolsonaro”, segundo ele, sem o “mínimo de respeito”. Lula também teceu críticas ao ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), sem mencioná-lo diretamente. O petista questionou a eficácia das operações em favelas, afirmando que “é muito fácil o governador vir na favela, matar os pobres e dizer que está combatendo o crime organizado”. Ele desafiou: “Quero ver quando vão pegar os chefes do crime, que moram na cobertura em Copacabana”.
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