Apolarização entre líderes da direita esquenta o debate sobre a eleição de 2026
A corrida presidencial de 2026 já movimenta os bastidores da direita brasileira, e as divergências de estratégia têm gerado confrontos públicos. Desta vez, o pastor Silas Malafaia e o influenciador Paulo Figueiredo protagonizaram uma troca de farpas acalorada nas redes sociais, especificamente no X (antigo Twitter), após Malafaia defender abertamente o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o candidato ideal para representar a direita na disputa pelo Palácio do Planalto.
Malafaia aponta Tarcísio como a melhor opção para derrotar Lula
Em entrevista recente ao SBT News, Malafaia declarou que Tarcísio de Freitas possui maior potencial para unir a centro-direita e formar uma frente capaz de derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o pastor, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em sua visão, “não empolgou a direita”, o que reforça a necessidade de uma articulação mais ampla que Tarcísio estaria mais apto a liderar. Essa declaração, no entanto, não foi bem recebida por todos os setores.
Figueiredo rebate e Malafaia reage com ironia e desafios
A polêmica se intensificou quando Paulo Figueiredo utilizou seu perfil no X para expressar descontentamento com a posição de Malafaia, considerando “triste” o apoio do pastor ao governador paulista. Em resposta direta, Silas Malafaia não poupou críticas ao influenciador, classificando-o como “frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias” e ironizando sua postura de “ficar nos EUA atacando o ministro Alexandre de Moraes e aqueles que pensam diferente”. A provocação de Malafaia visava desqualificar a crítica de Figueiredo, insinuando que ele não teria coragem de debater ideias no Brasil.
Debate acirrado e citações históricas marcam a discussão
Paulo Figueiredo não se intimidou e rebateu com mais ironia, sugerindo que Malafaia teria ficado “doído com a primeira verdade que ouviu” e que tais reações emocionais não o afetariam. Malafaia, por sua vez, elevou o tom do debate ao desafiar Figueiredo para uma discussão pública. Na sequência, o pastor buscou descredibilizar o influenciador ao citar seu avô, o ex-presidente João Figueiredo, associando-o a governos militares como o de Emílio Garrastazu Médici, a quem Malafaia classificou como “o maior torturador de todos”. Paulo Figueiredo aceitou o desafio, mas ironizou o pastor ao afirmar que Malafaia teria confundido seu avô com seu pai. Este embate se soma a outras recentes discussões entre aliados do bolsonarismo, evidenciando as tensões internas na busca por um nome forte para as eleições de 2026.
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