Comandante do Exército autoriza passagem de Mauro Cid para reserva remunerada
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, autorizou a transferência do tenente-coronel Mauro Cid para a **reserva remunerada**. A decisão ocorre após a condenação de Cid a dois anos de prisão em regime aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação sobre a trama golpista. A informação foi divulgada pelo SBT News e confirmada pelo Estadão.
Pedido protocolado antes da condenação
De acordo com o advogado de Cid, Jair Alves Pereira, o pedido para ingressar na reserva remunerada foi protocolado junto ao Exército Brasileiro **antes da condenação** pelo STF. As regras internas da Força permitem a transferência para a reserva com a manutenção da remuneração, exigindo, para tenentes-coronéis, um mínimo de 25 anos de serviço efetivo. Essa transição não configura aposentadoria, mas mantém o militar vinculado ao Exército, porém na condição de inativo.
Tempo de serviço e remuneração de Cid
Dados do Portal da Transparência indicam que Mauro Cid está no Exército desde 28 de março de 1996, totalizando **29 anos e 10 meses** de serviço. Durante o período de junho a novembro de 2025, sua remuneração bruta mensal variou entre R$ 32.540,76 e R$ 18.419,44. A expectativa é que a passagem para a reserva remunerada seja oficializada com a publicação no Diário Oficial da União neste sábado, 31.
Delação premiada e pena reduzida
Mauro Cid optou por firmar um **acordo de delação premiada** no processo que apura a tentativa de golpe de Estado. Essa colaboração resultou em uma pena inferior à aplicada a outros réus, fixada em dois anos de prisão em regime aberto. No acordo, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou o perdão judicial ou, alternativamente, uma pena privativa de liberdade limitada a dois anos. A Primeira Turma do STF, contudo, considerou que o perdão judicial não é aplicável a crimes contra a democracia, aplicando a pena mínima prevista na delação. Cid foi o único réu a não recorrer da condenação, o que permitiu o início do cumprimento da pena em novembro. Recentemente, ele também foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes a retirar a tornozeleira eletrônica.
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