Médica que ironizou morte de Charlie Kirk denuncia Gustavo Gayer ao STF

Neurologista acusa Gustavo Gayer de difamação e doxxing após polêmica nas redes sociais

Uma médica neurologista protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). A ação, registrada na última quarta-feira (26), acusa o parlamentar de difamação. O caso gira em torno de uma postagem da médica que ironizou o assassinato do ativista conservador americano Charlie Kirk.

O início da polêmica

A controvérsia começou quando a neurologista comentou sobre a morte de Charlie Kirk, que foi baleado durante um evento. Ela publicou: “Um ativista americano foi morto hoje durante um evento ao ar livre em uma universidade dos EUA. A ironia? Ele tava (sic) sob uma tenda com os dizeres ‘prove me worng’ [prove que eu estou errado]. Pois é, provaram.”

Um internauta compartilhou a publicação, sugerindo que a médica provava que “boa parte da esquerda é formada por psicopatas” e incluiu o nome completo da profissional, além de sua especialidade. Gustavo Gayer, ao se deparar com a postagem, republicou-a com o comentário: “Mais uma extremista que celebra assassinatos de quem pensa diferente.”

Ataques em massa e doxxing

Segundo a defesa da médica, após a republicação de Gayer, ela passou a ser alvo de ataques em massa. Prints anexados à petição mostram a divulgação de seus dados pessoais, incluindo nome completo, profissão, cidade, contatos telefônicos, número de CRM, endereço da clínica onde trabalha e até mesmo o CPF. A petição alega que essa exposição configura um “doxxing clássico“, com o objetivo de intimidar e possibilitar represálias.

Mensagens como “fica esperta na rua” e “presta bastante atenção quanto estiver saído de casa” foram citadas como parte das ameaças recebidas. A médica argumenta que Gayer teria orquestrado os supostos ataques ao associá-la a uma conduta moralmente reprovável e socialmente odiosa, ligada à celebração de crime contra a vida.

Repercussão da morte de Charlie Kirk

Charlie Kirk, um proeminente nome da direita americana, foi baleado no pescoço durante uma palestra na universidade de Utah. O evento já era alvo de pedidos de cancelamento por parte de estudantes progressistas. Após sua morte, diversas figuras da esquerda usaram as redes sociais para fazer comentários considerados por muitos como irônicos e celebratórios, o que aumentou a tensão online.

Entre as manifestações que repercutiram negativamente, estão as de Eduardo Bueno, que disse que a morte de Kirk teria sido “boa para suas filhas”, e do médico Ricardo Barbosa, que elogiou o atirador com a frase “Um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical.”, o que levou o governo americano a revogar seu visto. A influenciadora Juliana Rosa, conhecida como “Juju dos Teclados”, classificou o assassinato como “muito bonita e poética” e pediu “justiça por Tyler Robinson”.

A reportagem entrou em contato com Gustavo Gayer e aguarda retorno sobre as acusações.


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