Michelle Bolsonaro Recusa Apoio a Flávio Bolsonaro em Campanha Presidencial

Michelle Bolsonaro se distancia de Flávio Bolsonaro e não fará campanha para o enteado

Decisão comunicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle busca foco em candidatura ao Senado e em apoio a outras candidatas.

Mensagem de Flávio desencadeou afastamento

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) decidiu não se envolver ativamente na campanha presidencial de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A informação, segundo aliados de Michelle, já foi comunicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A recusa em apoiar a candidatura de Flávio surge após uma mensagem enviada pelo senador à ex-primeira-dama no mês passado, na qual ele a acusava de tramitar contra sua candidatura. Michelle teria se sentido insultada pela acusação, mas fontes próximas indicam que a situação pode ser reversível caso haja um pedido de desculpas e um gesto de aproximação.

Apesar de não querer atacar Flávio publicamente, Michelle pretende manter uma atuação discreta nas eleições deste ano, contrastando com sua participação intensa na campanha de 2022, quando percorreu o país em agendas próprias para auxiliar o marido, focando especialmente no eleitorado feminino e evangélico.

Aliados e divergências internas no PL

Michelle Bolsonaro se afastou da Presidência do PL Mulher em dezembro do ano passado, alegando questões médicas. A saída ocorreu pouco tempo após a prisão de Jair Bolsonaro e o anúncio da candidatura de Flávio à Presidência, um movimento que, segundo a Coluna do Estadão, não foi comunicado previamente a Michelle. Atualmente, ela se dedica à família e planeja concentrar seus esforços na disputa pelo Senado pelo Distrito Federal, além de apoiar candidatas de sua confiança em diversos estados.

A relação entre Michelle e Flávio já estava desgastada, com aliados de Michelle avaliando que o senador deixa a ex-primeira-dama “ser fritada” por seus próprios correligionários. Por outro lado, interlocutores de Flávio afirmam que Michelle não aceitou sua indicação para a vice-presidência e preferia Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato, com ela na vice. Recentemente, Michelle gerou polêmica ao curtir um post de Cristiane Freitas, esposa de Tarcísio, que defendia o marido como “um novo CEO” para o país, o que atraiu críticas de bolsonaristas como o blogueiro Allan dos Santos, a quem Michelle chamou de “dos demônios”.

Conflitos em palanques estaduais e apoio a candidatas

Michelle também tem entrado em conflito com a família Bolsonaro na definição de palanques estaduais. Em Santa Catarina, seu apoio à deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) para o Senado contrariou o acordo do PL para lançar Carlos Bolsonaro ao Senado. No Ceará, sua oposição a uma aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) gerou crise interna, pois os filhos de Bolsonaro alegaram que o arranjo havia sido defendido pelo próprio pai. Em São Paulo, Michelle defende a deputada Rosana Valle (PL) para a segunda cadeira no Senado, divergindo de Eduardo Bolsonaro, que apoia outros nomes.

Aliados de Michelle criticam a condução das alianças por Flávio, que, segundo eles, tenta “enquadrar aliados à força”. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também foi alvo de críticas por não aceitar disputar o governo de Minas Gerais para servir de palanque a Flávio e por, supostamente, não apoiar suficientemente a candidatura presidencial. Nikolas se defendeu, afirmando que seu apoio a Flávio é claro e que sua prioridade no primeiro turno é a disputa em Minas Gerais.


Descubra mais sobre MNegreiros.com

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Comente a matéria:

Rolar para cima